A mudança no controle da operação do Nubank Parque foi confirmada. O BTG será o novo sócio majoritário da Real Arenas, empresa responsável pela administração da arena do Palmeiras, após acordo firmado com a WTorre. A construtora seguirá como acionista e continuará participando das decisões estratégicas, mantendo um assento no Conselho de Administração. A informação foi divulgada inicialmente pelo jornalista PVC, do UOL, e confirmada ao portal LeoDias. O acordo ainda será submetido ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), como parte dos trâmites necessários para a alteração de controle.
++ Cresce o número de brasileiros usando IA para gerar conteúdo e atrair clientes
Apesar da mudança no comando da operação, pontos importantes da estrutura atual da arena serão mantidos para o Palmeiras. A escritura de superfície assinada entre o clube e a WTorre segue válida até 2044, assim como as condições previstas no contrato para a exploração comercial do estádio.
++ Lei Vini Jr. é aplicada pela primeira vez e jogador é expulso na Copa do Mundo
O que muda no controle do estádio
Com o ingresso do BTG como sócio majoritário, as principais decisões relacionadas à operação do Nubank Parque passam a ser de responsabilidade do banco. A WTorre, que participou da construção e gestão da arena desde a inauguração, permanece na sociedade e seguirá presente na administração.
A equipe responsável pela operação do estádio também continuará em seus cargos. Marcelo Frazão, CEO do Nubank Parque, seguirá liderando a operação.
A manutenção da estrutura atual também se aplica aos contratos já firmados. Shows, eventos e acordos com produtoras continuam conforme o que já havia sido estabelecido.
A partir da alteração de controle, caberá ao BTG conduzir as decisões referentes ao calendário da arena e às negociações para novos eventos.
Palmeiras mantém acordo até 2044
Para o Palmeiras, a mudança societária não altera, neste momento, os termos definidos na escritura de superfície para exploração comercial do estádio. O contrato garante o uso da arena até 2044 e define os percentuais destinados ao clube sobre diferentes fontes de receita.
Nas receitas oriundas da locação do estádio para eventos e do uso de áreas comerciais, como lojas, lanchonetes e estacionamento, o percentual atualmente destinado ao Palmeiras é de 30%. Esse índice aumenta gradativamente com o tempo de operação da arena, chegando a 45% entre o 25º e o 30º ano.
Em relação às receitas provenientes da locação de cadeiras e camarotes, além do naming rights, o percentual atual é de 15%, podendo chegar a 30% entre o 25º e o 30º ano de funcionamento.
A alteração no controle da Real Arenas não modifica esses termos estabelecidos no acordo entre Palmeiras e WTorre.
BTG já tinha relação com a arena
A aproximação entre o banco e o estádio não começou com o novo acordo. Em 2024, o BTG adquiriu dívidas que a WTorre possuía com o Banco do Brasil, incluindo obrigações relacionadas ao financiamento utilizado para a construção da arena.
Desde então, as partes passaram a discutir a possibilidade de o banco assumir uma participação maior na operação. Agora, esse movimento se concretiza com o acordo que torna o BTG sócio majoritário da Real Arenas.
O estádio também passou por outra mudança significativa em 2025, quando deixou de se chamar Allianz Parque e passou a adotar o nome Nubank Parque. O novo contrato de naming rights foi firmado entre o Palmeiras e o Nubank, após 12 anos de parceria com a Allianz.
Próximos passos
O pré-contrato entre BTG e WTorre será submetido ao Cade para análise da alteração de controle. Até a conclusão dos trâmites, a operação segue com a estrutura atual.
Com a efetivação do acordo, o BTG ficará responsável pelas decisões da Real Arenas, enquanto a WTorre permanecerá como acionista e membro do Conselho de Administração.
Para o Palmeiras, seguem válidos os contratos e direitos já definidos, incluindo a escritura de superfície até 2044 e os mecanismos de participação nas receitas geradas pela exploração comercial do estádio.


