Atenção: o texto a seguir contém relatos sensíveis e pode gerar gatilhos relacionados à violência contra a mulher e violência doméstica. Se você for vítima desse tipo de violência ou souber de alguém que esteja passando por isso, busque ajuda e denuncie. Disque 180.
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Adriana Alves e Patrícia Viana, advogadas que representam a família de Isabelle Caracristi, de 22 anos, trouxeram novas informações sobre a apuração da morte da estudante nesta terça-feira (22/9), após a prisão preventiva do namorado dela, João Munhoz Neto. De acordo com as advogadas, a decisão está relacionada a um contexto de “violência psicológica grave” que, segundo informações recebidas pela equipe jurídica, Isabelle sofria.
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Ao serem questionadas se a prisão teria ocorrido por uma possível tentativa de obstrução da Justiça, uma das advogadas negou. “Não! O que nos foi informado é que foi pelo contexto de violência psicológica grave que ela vivia”, afirmou. João foi detido preventivamente nesta terça-feira após prestar depoimento à Polícia Civil do Ceará. As autoridades ainda não divulgaram publicamente todos os fundamentos da decisão judicial, e o caso segue sob sigilo.
Celular de Isabelle foi encontrado junto ao corpo
As advogadas também esclareceram dúvidas sobre o celular da estudante. Segundo elas, o aparelho foi localizado junto ao corpo de Isabelle e recolhido logo após a morte. “Ele não tentou esconder o celular. O celular da Isabelle foi encontrado junto ao corpo”, disse uma das advogadas.
Ainda conforme a equipe jurídica, o celular chegou a ser entregue a um tio da jovem durante o reconhecimento do corpo. Assim que as advogadas assumiram o caso, solicitaram que o aparelho fosse encaminhado para as autoridades. A Polícia Civil já estava analisando o celular de Isabelle, assim como outros dispositivos eletrônicos e imagens de câmeras de segurança do condomínio, buscando reconstruir as últimas horas antes da morte.
Áudios mencionam pedidos por justiça
Durante a entrevista, a defesa da família também revelou que teve acesso a áudios enviados por Isabelle antes de sua morte. “A gente tem alguns áudios e todos eles mencionam sempre ‘olha, acredite em mim’, ‘eu sempre falo a verdade’, ‘ele tem duas histórias, sempre há duas histórias’, e que ela sempre pede que a justiça seja feita”, relatou uma das advogadas.
Segundo a equipe, esse material já faz parte das informações analisadas pelas autoridades. Outras mensagens ainda estão sendo apuradas. “Muita coisa ainda será averiguada. O mais importante: os celulares estão com a polícia, foram apreendidos. Tudo isso será conferido para que não tenhamos nenhum gap”, afirmou. As advogadas evitaram antecipar qualquer conclusão e ressaltaram que o inquérito segue em andamento.
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