O empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, viajou à Europa em janeiro de 2025 acompanhado da lobista Roberta Luchsinger e de familiares. O roteiro, que incluiu hospedagem em um hotel de luxo na Finlândia, foi orçado em aproximadamente R$ 1,8 milhão, segundo um documento encontrado pela Polícia Federal (PF). As informações foram divulgadas na terça-feira (29) pela jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo.
Um dos destinos do grupo foi Rovaniemi, na Finlândia, onde os viajantes ficaram hospedados no Octola. Localizado em meio à vegetação da taiga, o estabelecimento funciona com reservas exclusivas, permitindo que os visitantes ocupem o espaço sem compartilhá-lo com outros hóspedes
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As tarifas começam em 11.500 euros por semana, por pessoa, e podem alcançar 42 mil euros na alta temporada, entre dezembro e janeiro. Considerando a cotação de janeiro de 2025, os valores correspondiam a diárias entre R$ 10,1 mil e R$ 37 mil por pessoa.
Além da passagem pela Finlândia, a viagem incluiu outros destinos europeus, entre eles a Suíça. A organização ficou sob responsabilidade de Marina Mantega, filha do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega e amiga de Roberta Luchsinger. Marina trabalha em uma agência especializada em viagens de luxo.
Para coordenar os preparativos e compartilhar fotografias, Roberta criou um grupo no WhatsApp que também tinha a participação de Lulinha e de sua esposa, Renata Abreu Moreira. Durante o passeio, a lobista e sua filha publicaram registros nas redes sociais, mas não mostraram a presença do empresário e de seus familiares.
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A viagem já havia sido noticiada em março, mas os valores vieram a público após a divulgação do orçamento localizado pela PF. O documento integra uma investigação sobre suspeitas de tráfico de influência envolvendo Lulinha e Roberta Luchsinger. A existência da apuração não significa que os investigados tenham cometido irregularidades.
Ao jornal O Globo, a defesa do empresário negou a prática de qualquer crime e criticou a divulgação de informações relacionadas à investigação. “Fábio Luís não cometeu nenhum crime e esclarecerá, nos autos e perante as autoridades competentes, qualquer fato que possa estar sob apuração. Sua defesa não se manifestará sobre dados descontextualizados vindos de vazamentos seletivos e criminosos de supostos elementos de investigação. Esses vazamentos têm sido utilizados para a criação de ilações e narrativas falsas, modus operandi lamentavelmente muito utilizado nestas eleições”, declarou a defesa, em nota.


