Nikolas Ferreira (PL-MG), reeleito deputado federal com mais de 3 milhões de votos nas eleições de 2026, descartou qualquer possibilidade de acordo do bolsonarismo com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi feita na terça-feira (06), horas depois de Moraes autorizar a progressão de Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como Débora do Batom, para o regime semiaberto.
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Ao comentar a decisão do ministro, Nikolas afirmou que eventuais acenos não alterariam a posição do grupo em relação a um processo de impeachment. “Não adianta o Alexandre de Moraes fazer nenhum aceno agora, que a gente vai impichar ele com o novo Senado. Isso não tem negociação. É inegociável“, afirmou o parlamentar mineiro.
A fala ocorre após uma eleição que ampliou a presença do PL no Senado. No domingo (4), o partido conseguiu alcançar uma bancada de 28 senadores, número apontado como recorde da sigla na Casa.
De acordo com os cálculos do próprio partido, a composição que assume em 2027 terá maioria favorável à possibilidade de impeachment de ministros do STF.
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Apesar da avaliação feita pelo PL, a abertura de um processo contra um integrante do Supremo depende do presidente do Senado. Atualmente, o cargo é ocupado por Davi Alcolumbre (União-AP), que não dá andamento a pedidos de impeachment contra Moraes.
A declaração de Nikolas foi dada poucas horas depois da decisão envolvendo Débora do Batom. Condenada por crimes relacionados aos atos de 8 de Janeiro, ela teve autorizada por Moraes a progressão para o regime semiaberto, embora permaneça em prisão domiciliar.


