Nesta semana, aconteceu uma verdadeira reviravolta no caso envolvendo João Munhoz e Isabelle Caracristi. De acordo com informações divulgadas pela Polícia Civil do Ceará, o investigado foi indiciado pelos crimes de violência psicológica e obstrução de Justiça durante a investigação sobre a morte da jovem. O indiciamento ocorre após João ter sido preso e posteriormente liberado mediante o cumprimento de medidas cautelares.
++Tio de Guilherme Boulos morre após ser atropelado em briga de trânsito em São Paulo
A investigação é conduzida pelo Grupo Especial de Investigação (GEI), que aponta que o investigado apresentaria um comportamento controlador e teria buscado isolar Isabelle. A acusação de obstrução de Justiça está relacionada, segundo a polícia, a uma suposta tentativa de João de localizar e descartar o celular da namorada. Ainda conforme a investigação, ele teria vasculhado lixeiras do condomínio onde morava com Isabelle com o auxílio do porteiro.
A polícia também afirma que João teria solicitado que familiares da jovem não tivessem acesso ao local na noite em que ela foi encontrada morta. O caso teve início em 13 de setembro, quando Isabelle, de 22 anos, foi encontrada morta no apartamento onde residia com João, em Fortaleza. A história ganhou grande repercussão nas redes sociais depois que a mãe da jovem publicou um vídeo cobrando esclarecimentos sobre a morte da filha e pedindo justiça.
A defesa de João, entretanto, contesta as acusações. Em nota, os advogados classificaram o indiciamento por violência psicológica como um “completo absurdo” e afirmaram que o cliente sempre teria tratado Isabelle com carinho e afeto. A defesa também questionou a possibilidade de um relacionamento de aproximadamente 30 dias ter produzido o quadro descrito pela investigação.
Sobre a acusação de obstrução de Justiça, os advogados afirmaram que João colaborou com as autoridades e disponibilizou o telefone do irmão para perícia no dia do ocorrido. Inicialmente, João foi preso sob suspeita de indução ao suicídio. Essa tipificação, porém, não consta no indiciamento atual. Ele permaneceu detido por cerca de dez dias e foi solto após a Justiça revogar a prisão preventiva, seguindo pedido da defesa e manifestação do Ministério Público.
A partir de agora, João Munhoz terá que responder, no âmbito da investigação, pelas acusações de violência psicológica e obstrução de Justiça. O indiciamento representa a conclusão da Polícia Civil sobre a existência de elementos que, na avaliação dos investigadores, justificam a responsabilização do suspeito pelos crimes apurados.


