Reconhecida como Melhor Atriz no Festival de Gramado, Teca Pereira passou por uma intensa preparação para interpretar dona Dilma, a carismática avó do pequeno Gugu no filme “Feito Pipa”. Na trama, a personagem enfrenta o diagnóstico de Alzheimer e as mudanças que essa condição traz para sua vida e a do neto. Em conversa com a repórter Daniella Magalhães, durante o Festival do Rio, a atriz detalhou seu processo de preparação para o papel.
++ Cresce o número de brasileiros usando IA para gerar conteúdo e atrair clientes
Teca comentou sobre a principal diferença entre interpretar Dona Dilma e Dona Almerinda, de Kasa Branca. Enquanto a primeira teve toda uma trajetória de vida para servir de base à personagem — aspecto importante que se reflete na tela —, a segunda já enfrentava uma doença em estágio terminal. Para retratar o momento com respeito e fidelidade, a atriz contou com o apoio de um médico neurologista em sua pesquisa.
++ Lei Vini Jr. é aplicada pela primeira vez e jogador é expulso na Copa do Mundo
“A Dilma passa por um processo de adoecimento. Esse período é mais difícil do que no outro filme que fiz, em que a Almerinda já estava em fase terminal. A fase terminal acaba ajudando a se entregar… você fica em branco, entende? Para não demonstrar nenhum olhar. O olhar é vago, é vazio. Já a Dilma tinha vida, muita vida, principalmente”, explicou Teca.
Para a atriz, construir a personagem com o auxílio de profissionais da saúde foi fundamental para dar autenticidade à Dilma e retratar com fidelidade o que pacientes em situações semelhantes vivenciam. Parceira de cena de Yuri Gomes, intérprete de Gugu, e de Lázaro Ramos, que também atua no filme de Allan Deberton, Teca mostrou-se pronta para os tapetes vermelhos rumo ao Oscar.
“Esse processo foi muito desenvolvido com o acompanhamento médico, porque é essencial, né? Sem a pesquisa, não teria condições de fazer com que ela existisse, que ela ganhasse vida”, concluiu a atriz, enfatizando o respeito pela personagem.
Tags:


