A família de Cissa Guimarães protocolou uma notícia-crime na Justiça após sofrer ataques nas redes sociais envolvendo Rafael Mascarenhas, filho da apresentadora, que faleceu aos 18 anos em 2010, após ser atropelado por Rafael de Souza Bussamra. O irmão mais velho do skatista apresentou uma denúncia à Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) do Rio de Janeiro contra um perfil que chamou o condenado pela morte do jovem de “herói”.
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Além da notícia-crime, também foi feito um registro de ocorrência policial. Os dois procedimentos foram enquadrados como apologia ao crime e ameaça. A medida foi tomada após um usuário comentar em uma publicação de João Velho, filho mais velho de Cissa: “Na próxima eleição teremos o Rafael Bussamra, para atropelar a esquerda. Meu herói não usa capa, ele usa o volante de um carro”.
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Os advogados da família, Ricardo Brajterman e Maíra Fernandes, afirmam na representação que a mensagem ultrapassa os limites da divergência política ao exaltar o episódio que resultou na morte de Rafael Mascarenhas e utilizar a tragédia familiar para atacar o artista por suas opiniões políticas.
A defesa solicita a abertura de investigação policial e requer que a Meta, empresa responsável pelo Instagram, forneça informações sobre o perfil investigado, incluindo dados cadastrais, telefones, endereços, registros de IP e logs de criação e acesso à conta.
João Velho também se manifestou nas redes sociais sobre o caso. “A liberdade de expressão não pode ser confundida com autorização para incitar a violência”, escreveu o ator, ressaltando a diferença entre discordar de alguém e usar o discurso para glorificar crimes ou incentivar condutas criminosas.
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