Já imaginou ficar 12 anos isolado do mundo? Parece algo bastante inusitado, mas esta foi a decisão do monge Sogaku Taguchi, de 31 anos, que iniciou uma rigorosa jornada espiritual no Japão e só deverá retornar ao convívio com o mundo exterior em setembro de 2038. Em setembro de 2026, Taguchi assumiu uma das funções religiosas mais exigentes da tradição budista japonesa, no complexo de templos Enryaku-ji, localizado no Monte Hiei, próximo à cidade de Kyoto.
O local é considerado um importante centro do budismo Tendai, tradição fundada no Japão por Saichō. Durante os 12 anos de recolhimento, o monge deverá dedicar sua rotina às orações, à meditação, à limpeza do templo e aos cuidados com o mausoléu de Saichō. A jornada também envolve o afastamento do contato com a sociedade e a ausência de acesso às notícias do mundo exterior. Antes de iniciar essa etapa, Taguchi passou por uma preparação rigorosa, que incluía milhares de reverências diárias.
A prática exige resistência física, concentração e disciplina, características consideradas fundamentais para cumprir as responsabilidades religiosas assumidas pelo monge. A tradição possui registros históricos que remontam a 1699. Com o início de sua jornada, Taguchi se tornou o 118º monge a assumir essa função, marcada por um compromisso espiritual de longo prazo e por práticas religiosas exigentes. Apesar dos desafios que terá pela frente, o religioso demonstrou entusiasmo com a nova etapa de sua vida.
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Segundo declarações atribuídas a ele, Taguchi afirmou estar cheio de alegria por iniciar a jornada e manifestou o desejo de viver de acordo com os ensinamentos de Saichō. A decisão chama a atenção em uma época em que celulares, redes sociais e notícias fazem parte da rotina de bilhões de pessoas. Para o monge, no entanto, o afastamento representa uma oportunidade de aprofundar sua prática espiritual e dedicar anos de sua vida à fé e às responsabilidades religiosas.


