A delegada Maria Corsato se manifestou neste domingo (25/10), após ser denunciada pela própria irmã e se tornar alvo de investigação pela Corregedoria-Geral da Polícia Civil de São Paulo. No sábado (24/10), foram encontrados mais de R$ 1,2 milhão em dinheiro vivo, além de valores em dólares e euros, dentro de um puff na casa de uma familiar da policial, em Santo André, no ABC Paulista. Diante da repercussão do caso, Corsato apresentou sua versão sobre a origem do dinheiro e disse que o montante se refere a uma herança ainda não dividida. Ela também atribuiu o episódio a um desentendimento familiar e afirmou que seus advogados já estão tomando as providências necessárias para prestar esclarecimentos.
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“Ontem, minha irmã, que enfrenta problemas de fragilidade emocional, procurou a Corregedoria da Polícia Civil e entregou valores referentes a uma herança ainda não partilhada e que estavam em posse dela. O episódio ocorreu alguns dias após ela ter ido ao local de trabalho do meu cunhado e provocado um escândalo. Como fiquei ao lado dele, ela se desentendeu comigo. Infelizmente, não é a primeira vez que ela age dessa maneira comigo quando está emocionalmente abalada ou é contrariada. Em 2008, por exemplo, após eu avisar que chegaria mais tarde do trabalho, minha irmã levou uma mala com minhas roupas à Corregedoria e registrou um boletim de ocorrência alegando que eu havia abandonado nossa mãe”, afirmou Maria.
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Quanto aos fatos recentes, Maria Corsato declarou que seus advogados já estão adotando as medidas necessárias para prestar todos os esclarecimentos à Corregedoria, inclusive sobre a origem dos valores. Ela afirmou que, neste momento, sua maior preocupação não está relacionada às consequências administrativas ou jurídicas do caso, mas sim com a saúde da irmã. Corsato destacou que a irmã enfrenta problemas com dependência de álcool e fragilidade emocional, e que conhece seu histórico de atitudes impulsivas, muitas vezes seguidas de arrependimento. Segundo ela, o que mais preocupa é que a repercussão do caso possa desencadear uma crise ainda mais grave.
Maria Corsato finalizou dizendo que a prioridade é a saúde da irmã, e que as questões jurídicas serão esclarecidas pelos meios adequados e no momento oportuno. A Corregedoria-Geral instaurou procedimentos para investigar a origem do dinheiro e apurar eventual responsabilidade criminal e administrativa da policial. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, o dinheiro e as anotações apreendidos foram recolhidos e as quantias serão encaminhadas para depósito judicial. A investigação também prevê ouvir a denunciante e realizar as perícias necessárias. O caso segue sob apuração.
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