Em apenas 20 dias, uma iniciativa nas redes sociais mobilizou milhões de brasileiros e se tornou uma das principais ferramentas digitais da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições de 2026. Criado pelo deputado federal André Janones, o canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, chegou a mais de 10 milhões de seguidores às vésperas da votação. A iniciativa começou em 5 de outubro, um dia após o primeiro turno.
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Em 24 horas, aproximadamente 1 milhão de pessoas haviam aderido ao canal. Nos dias seguintes, o número continuou crescendo, impulsionado por vídeos, hashtags, fotografias e desafios que incentivavam os participantes a compartilhar conteúdos e ampliar o alcance das mensagens em outras plataformas. A estratégia também envolveu transmissões ao vivo, participação de personalidades e contato direto com os apoiadores.
Em 22 de outubro, Lula entrou no canal, que já reunia milhões de integrantes, e participou de uma transmissão com Janones no YouTube. No dia seguinte, o grupo alcançou a marca de 10 milhões de seguidores. A mobilização ocorreu em uma disputa acirrada e em meio a questionamentos judiciais sobre o funcionamento do canal. A Justiça Eleitoral chegou a determinar sua suspensão temporária após denúncias relacionadas ao conteúdo divulgado. Além da presença digital, o segundo turno registrou maior comparecimento às urnas e redução dos votos brancos e nulos.
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A abstenção caiu de 21,08% no primeiro turno para 19,22% no segundo, enquanto o total de votos brancos e nulos também diminuiu. Esses números indicam uma participação eleitoral mais intensa, embora não permitam atribuir essa mudança exclusivamente à mobilização digital. Em 25 de outubro, Lula foi reeleito com cerca de 10,4 milhões de votos a mais do que havia recebido no primeiro turno. O resultado encerrou uma campanha marcada pela disputa nas ruas, nas urnas e, sobretudo, nas redes sociais.


