Mais de 60 mil sites suspeitos de oferecer apostas ilegais foram identificados em um levantamento feito pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), conforme divulgado pela revista Veja. Além da atuação de plataformas clandestinas, o estudo destaca o uso indevido de marcas do setor, que relatam ter seus nomes associados a sites fraudulentos para enganar apostadores.
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Desde a proibição das bets no Brasil, a plataforma LegitBet registrou 60.477 endereços considerados suspeitos de oferecer apostas. Para identificar esses sites, a ferramenta cruza dados de pesquisas na internet, registros recentes de domínios e monitoramento de redes sociais, incluindo canais no Telegram.
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Além da identificação de novos domínios, o levantamento apontou o uso de marcas de operadoras conhecidas em páginas sem qualquer vínculo com as empresas. Segundo o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), os sites copiam elementos de plataformas que antes eram legalizadas para atrair usuários.
“Estamos diante de golpes que exploram a confiança do consumidor em marcas conhecidas. Há sites que imitam a identidade visual de operadoras como Betano, Novibet, Bet365 e BetMGM”, afirmou Carlos Lima, presidente-executivo do IBJR. Ele explicou que a retirada das operadoras regulamentadas não impediu a existência de páginas que oferecem apostas, além de tornar mais difícil identificar as plataformas oficiais. “Com as plataformas reguladas fora do ar, ficou mais difícil para o consumidor distinguir um canal verdadeiro de uma imitação”, afirmou.
Publicada em 25 de setembro deste ano, a Medida Provisória 1.394/2026 proibiu a operação e a divulgação de apostas de quota fixa no país, incluindo modalidades esportivas e jogos on-line oferecidos por empresas estrangeiras. Segundo o cronograma do Ministério da Fazenda, os sites e aplicativos do setor deveriam ser retirados do ar em 6 de outubro, mas sites ilegais seguem em funcionamento.
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