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As proibições contra as mulheres afegãs. Veja até o final

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Desde que retomou o controle do Afeganistão, em agosto de 2021, o Talibã passou a impor uma série de restrições que afetam a rotina de milhões de mulheres e meninas. As medidas atingem atividades como estudar, trabalhar, viajar, frequentar espaços públicos e receber atendimento médico. Algumas determinações também estabelecem regras sobre vestimentas, comportamento e a presença feminina em ambientes compartilhados com homens.

Entre as restrições estão a proibição de frequentar escolas após o sexto ano, o impedimento de ingressar em universidades e a exigência de acompanhamento masculino em determinadas viagens. Mulheres também foram afastadas de diversos setores profissionais, enquanto estabelecimentos como salões de beleza foram obrigados a encerrar suas atividades. Parques, academias e banhos públicos estão entre os locais cujo acesso foi restringido pelas autoridades.

Em agosto de 2024, o governo talibã formalizou parte dessas determinações em uma legislação de promoção da virtude e prevenção do vício. O texto estabelece exigências para a cobertura do corpo e do rosto das mulheres em público e limita situações em que suas vozes podem ser ouvidas por pessoas fora do ambiente familiar. A fiscalização é realizada por agentes ligados ao Ministério da Promoção da Virtude e Prevenção do Vício.

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As medidas também passaram a alcançar o ambiente doméstico. Em dezembro de 2024, o líder do Talibã determinou restrições à construção de janelas que permitam observar áreas utilizadas por mulheres em propriedades vizinhas, como cozinhas e pátios. A norma prevê a instalação de barreiras quando houver visibilidade para esses espaços, mas não estabelece uma proibição geral de mulheres olharem pela janela.

As consequências das restrições aparecem nos levantamentos de organismos internacionais. Segundo dados divulgados pela ONU Mulheres em agosto de 2026, as autoridades talibãs editaram mais de 100 decretos que afetam mulheres e meninas desde a retomada do poder. A organização também identificou que mais da metade das mulheres consultadas sai de casa, no máximo, duas vezes por mês, em um cenário marcado por limitações de circulação e acesso a serviços.

Na educação, o Afeganistão permanece como o único país com uma proibição sistemática de acesso de meninas ao ensino secundário e de mulheres às universidades. As restrições também atingem a formação de profissionais de saúde, depois que cursos de enfermagem e obstetrícia foram incluídos nas medidas de exclusão educacional.

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Veja em nossa galeria acima as restrições impostas às mulheres no Afeganistão e como elas afetam atividades cotidianas, como estudar, trabalhar, circular pelas ruas e frequentar espaços públicos.

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