As influenciadoras Malévola Alves e Bruna Mercatelli passaram por uma situação delicada durante uma viagem ao Egito, na segunda quinzena de outubro. As brasileiras foram detidas no Cairo, acusadas de cometer três infrações, e só conseguiram deixar a delegacia após o pagamento de fiança. Entretanto, o caso não terminou com a liberação, e uma delas ainda pode enfrentar consequências na Justiça egípcia.
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De acordo com informações divulgadas pelo portal Metrópoles, o advogado Jonatha Carvalho Matos explicou que as duas foram acusadas de atos obscenos em público, violação dos valores familiares e assédio a transeuntes. Entre as acusações, a última é considerada a mais grave e pode resultar em uma pena de dois a quatro anos de prisão.
A legislação egípcia também prevê, para esse delito, uma multa entre 100 mil e 200 mil libras egípcias, valor equivalente a aproximadamente R$ 9 mil a R$ 18 mil. Dependendo da decisão judicial, as punições podem ser aplicadas separadamente ou em conjunto. Portanto, caso as influenciadoras permanecessem no Egito e fossem condenadas, poderiam ter de cumprir até quatro anos de prisão.
Malévola Alves embarcou de volta ao Brasil na tarde de 21 de outubro, conforme publicação de Larissa Maia, amiga próxima das criadoras de conteúdo. Apesar da soltura e do retorno ao país, a investigação criminal não foi encerrada. Segundo a advogada Fernanda Rúbia, a influenciadora ainda pode ser condenada pela Justiça egípcia mesmo estando em território brasileiro.
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Por ser brasileira nata, Malévola não pode ser extraditada para responder ao processo no Egito. Isso, porém, não significa que esteja livre de possíveis consequências jurídicas. O caso mostra como determinadas condutas podem ter implicações legais diferentes dependendo das leis do país visitado.


