Um funcionário de uma empresa terceirizada da Enel foi preso em flagrante por corrupção passiva na Vila Mariana, Zona Sul de São Paulo, após cobrar R$ 2,5 mil para religar a energia elétrica de um imóvel. A prisão foi realizada pelo subprefeito da região, Rafael Minatogawa, após denúncia de um comerciante local. O caso ocorreu em meio ao caos provocado por um temporal com ventos de até 98 km/h, que deixou mais de 1,2 milhão de clientes sem luz na capital e na região metropolitana.
Em áudio divulgado pelo g1, o funcionário, identificado como Alex Rodrigues Nogueira, admite que realizou um “bico” e cobrou pela religação, apesar de não ser sua atribuição. Prints de conversas também mostram o envio de chave PIX para pagamento. A Enel informou que o trabalhador atuava por uma empresa parceira e reforçou que serviços emergenciais não devem ser cobrados individualmente dos clientes.
A situação gerou revolta entre comerciantes, que enfrentam prejuízos com a falta de energia. Um exemplo é o restaurante africano Manden Baobá, cuja sócia, Laila Santos, viralizou nas redes sociais com um apelo às autoridades. Ela relata perdas de alimentos e cancelamento de uma grande reserva feita por uma ONG, além da dificuldade de manter o funcionamento do local.
Casos semelhantes também foram registrados em Diadema, onde moradores suspeitam de cobranças indevidas por parte de outros funcionários terceirizados. A Polícia Militar foi acionada e o caso está sendo investigado pelo 3º Distrito Policial da cidade.
A Enel ainda não tem previsão para o restabelecimento total da energia, afirmando que será necessário reconstruir trechos inteiros da rede elétrica, incluindo postes e transformadores. Comerciantes e moradores seguem à espera de solução, enquanto os relatos de irregularidades agravam a crise enfrentada pela população.



