A defesa da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro por setores da esquerda brasileira voltou a gerar controvérsia após manifestações públicas que, ao mesmo tempo, pedem a libertação do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, mesmo após acusações de ruptura institucional no país. A comparação entre os dois casos passou a circular nas redes sociais.
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De um lado, lideranças e militantes de esquerda defendem que Bolsonaro seja responsabilizado criminalmente por suposta tentativa de golpe de Estado após o fim de seu mandato, com base em investigações em curso no Brasil. O argumento central é que atos e discursos do ex-presidente teriam atentado contra o processo democrático e as instituições.
Por outro lado, o mesmo campo político tem se posicionado de forma crítica à prisão de Nicolás Maduro, capturado em uma operação internacional liderada pelos Estados Unidos. Para esses grupos, a ação contra o líder venezuelano é vista como intervenção externa e violação da soberania nacional, mesmo após denúncias de que Maduro teria dado um golpe para se manter no poder.
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A contradição apontada por críticos está no tratamento distinto dado a situações semelhantes. Enquanto no Brasil a tentativa de golpe é considerada crime grave que deve resultar em prisão, na Venezuela o episódio é relativizado, tratado como disputa política ou reação a pressões internacionais, o que alimenta acusações de seletividade ideológica.


