Nesta terça-feira (13/1), no programa Encontro com Patrícia Poeta, a advogada Tayane Dalazen, vítima de um ataque de tubarão-lixa em Fernando de Noronha, Pernambuco, explicou como ocorreu o incidente e detalhou os primeiros socorros realizados.
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Ela contou que retirou a faixa de atadura que cobria a cicatriz na segunda-feira (12/1) após receber a orientação de que o ferimento precisava “respirar”. Tayane segue sob acompanhamento médico e revelou que os primeiros cuidados logo após a mordida foram feitos por uma amiga dermatologista cirurgiã.
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Para Tayane, o corte recebeu apenas dois pontos de sutura — técnica que aproxima somente as extremidades mais críticas para reduzir o risco de contaminação e permitir que a cicatrização ocorra de dentro para fora. Ela afirmou que o processo de recuperação evolui bem.
A advogada relatou que, acompanhada de um guia local experiente, mergulhou para praticar snorkel na Praia do Porto. Durante a atividade, o grupo observou tartarugas, cardumes e tubarões e decidiu se aproximar mais das espécies por sugestão dos profissionais.
Tayane estimou que o tubarão media entre 2 e 3 metros, avaliando pelo tamanho da mordida, e ressaltou que o tubarão-lixa não se alimenta por dilaceração. Ela destacou que entrou no mar ciente de estar no habitat natural do animal e seguiu rigorosamente todas as orientações dos guias.
Segundo a paulista, um guia de outro grupo bateu na cabeça do tubarão com o cabo de uma câmera pouco antes do incidente, o que causou estresse nos animais. Apesar da dor intensa, a adrenalina a manteve alerta. O pesquisador de Noronha Leonardo Veras participou da entrevista e considerou justificada a ação de afastar o tubarão com o equipamento quando a aproximação é excessiva.


