Maria do Carmo dos Santos, madrinha de Bruninho Samudio, reapareceu para esclarecer o cancelamento do encontro entre o adolescente de 15 anos e o goleiro Bruno, afirmando que nunca houve qualquer “cilada” para expor o ex-atleta. Em áudio enviado ao portal LeoDias, ela explicou que a única consequência prática de um eventual encontro seria a possibilidade de um oficial de Justiça cumprir determinações relativas à pensão alimentícia em atraso, dívida essa que, segundo ela, Bruno vem ignorando há anos.
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Em tom de brincadeira, Maria do Carmo relatou que mencionou ironicamente a hipótese de um oficial de Justiça aparecer durante a visita. “A única cilada que poderia existir seria, de repente, um oficial de Justiça encontrá-lo lá”, disse ela, ressaltando que a observação jamais passou de uma piada interna e negando qualquer intenção de armar jogo sujo contra o pai de Bruninho.
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Além de impedir qualquer interpretação de armadilha, a madrinha acusou Bruno de não honrar o pagamento da pensão alimentícia. “Há quase quatro anos, a única vez que ele pagou pensão ao Bruninho foi quando saiu da prisão, naquela vaquinha. E agora, há quase quatro anos, ele não paga a pensão alimentícia”, declarou Maria do Carmo, destacando que a pensão é um direito do menor e que o atraso agrava ainda mais o quadro de descumprimento de decisões judiciais.
Para a madrinha, a falta de cobrança efetiva por parte da Justiça evidencia uma falha do sistema. “É um absurdo a Justiça não achá-lo, nem o oficial de Justiça. Ele está jogando, está treinando, e é impossível que a Justiça não proteja um menor e não lhe dê o direito que ele tem”, afirmou, referindo-se ao fato de Bruno atualmente atuar no Capixaba e disputar o campeonato estadual do Espírito Santo sem que haja qualquer medida para cobrar a pensão atrasada.
Maria do Carmo reforçou que a proposta do encontro não visava prejudicar Bruno, mas sim oferecer ao filho uma oportunidade de ouvir o pai, se fosse essa a vontade do adolescente. Ela também relatou ter percebido contradições durante as conversas, pois o goleiro passava detalhes das negociações a um jornalista, o que a fez desconfiar de uma possível exposição midiática ao sustentar versão alternativa dos fatos.
Em tom mais contundente, a madrinha admitiu ter se arrependido de mediar o contato. “Eu não sei como pude intermediar algo. Fiz isso pelo amor que tenho pelo Bruninho, não por ele”, declarou, acrescentando críticas diretas ao ex-atleta: “Ele é criminoso, ainda cumpre pena. É narcisista e mentiroso”.
Relembre o caso
O encontro entre o goleiro Bruno e o filho Bruninho Samudio, fruto da relação com Eliza Samudio – morta em 2010 –, foi marcado para acontecer pela primeira vez, mas acabou sendo adiado poucos dias antes. Condenado em 2013 pelo assassinato da modelo, Bruno cumpre pena em liberdade condicional. Segundo o jogador, o reencontro era um desejo antigo, tratado com cautela, e deveria ocorrer em condições seguras, sem advogados, familiares ou imprensa, com local definido apenas no dia. Ele também mencionou existir uma medida protetiva que o impede de se aproximar do filho, o que tornaria o encontro juridicamente arriscado sem acompanhamento legal. O goleiro suspeitava ainda de intenção de uso do encontro em documentário, por suposta presença de jornalista e câmeras escondidas. Apesar do cancelamento, Bruno declarou estar disponível para o reencontro, desde que observadas as garantias jurídicas e pessoais. A madrinha, por sua vez, nega ter proibido a presença de advogada ou planejado expor Bruno, e atribui o fim do encontro a dificuldades de última hora e ao temor de exploração midiática.


