O Portal LeoDias marcou presença na celebração de um ano da RomárioTV, organizada no Jockey Club Brasileiro, na zona sul do Rio de Janeiro, na noite de quinta-feira, 14 de janeiro. Durante o evento, a repórter Monique Arruda conversou com o anfitrião da festa sobre a falta de um “jogador raiz” no futebol atual. Esse termo costuma se referir a atletas que mantêm uma conexão direta com as origens do esporte, caracterizados pela habilidade técnica e espontaneidade que marcaram gerações anteriores.
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Romário, também conhecido como o Baixinho, traçou um paralelo entre sua geração e os tempos atuais, lembrando nomes consagrados como Renato Gaúcho, Túlio Maravilha e Edmundo, que brilharam na década de 1990. Ele destacou que, naquela época, o futebol primava pela beleza e destreza técnica, enquanto hoje o jogo é mais pautado pela força física e pelo preparo atlético. Segundo o ex-jogador, a globalização e o alcance das redes sociais tornaram transparente cada ação e palavra dos atletas.
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Na década de 1990, a geração de Romário se destacou por dribles desconcertantes e criatividade dentro de campo. Jogadores como Renato Gaúcho eram celebrados por sua visão de jogo e capacidade de decidir partidas em momentos decisivos. Edmundo, por sua vez, ficou conhecido pela ousadia e vontade de superar adversários com jogadas surpreendentes. Já Túlio Maravilha somou gols memoráveis que até hoje são recordados pelo torcedor mais saudosista. Essa safra de craques influenciou o estilo de jogo no Brasil e ajudou a elevar o prestígio do futebol nacional no cenário internacional.
Com o avanço das metodologias de treinamento e a crescente importância de dados e estatísticas, o futebol moderno exige atletas completos—capazes de aliar resistência física a qualidades técnicas. Romário observou que, no presente, quem não possui condicionamento intenso encontra mais dificuldade para se destacar. As pranchetas de análise tática via softwares, a atenção ao preparo físico e a rapidez do jogo são pilares que estruturam as equipes de hoje, maior contraste com o ritmo mais cadenciado dos anos 1990.
Romário também indicou quais são, a seu ver, os melhores times do Brasil na atualidade. Sem hesitar, elegeu o Flamengo como o “melhor time do país”. Logo em seguida, fez referência ao América-RJ, clube no qual exerce atualmente a presidência, atribuindo-lhe a condição de “segundo melhor time do país”. A menção ao clube carioca reforça o olhar de Romário sobre o futebol estadual e a relevância de sua função administrativa no desenvolvimento de uma equipe em âmbito nacional.


