Atenção: a matéria a seguir trata de relatos sensíveis sobre agressão e abuso sexual e pode desencadear gatilhos relacionados a estupro, violência contra a mulher e violência doméstica. Se você é vítima ou conhece alguém em situação semelhante, procure ajuda e denuncie. Ligue para o 180.
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Débora Barreto da Silva, esposa do cantor Tonzão Chagas – detido em flagrante neste sábado (16/1) após denúncia de violência doméstica – se manifestou por meio de sua equipe de defesa e reafirmou as acusações contra o artista. Grávida, ela afirma que o companheiro a ameaçou e tentou agredi-la, notícia que teve exclusividade de publicação no portal LeoDias. O episódio reacende o debate sobre a segurança de gestantes e a necessidade de mecanismos eficazes para acolher denúncias no Brasil, onde o disque 180 funciona desde 2007 para receber relatos de violência contra a mulher.
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Em comunicado oficial, a equipe jurídica lembra que a violência de gênero ultrapassa o ataque físico, abrangendo agressões psicológicas, morais e emocionais. Esse tipo de dano é agravado quando a vítima está gestante, pois a Constituição e a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) estabelecem medidas especiais de proteção para mulheres em situação de vulnerabilidade. A legislação brasileira prevê a aplicação de medidas protetivas de urgência, como afastamento do agressor e proibição de contato, visando resguardar a integridade da gestante e do nascituro.
A defesa de Débora Barreto da Silva lamentou o vazamento do depoimento prestado às autoridades, enfatizando que a divulgação prévia das declarações infringe direitos garantidos pelo Código de Processo Penal e pela Lei de Acesso à Informação. Segundo a advogada Catarina Souto, “todas as providências legais cabíveis estão sendo adotadas, com o objetivo de garantir a segurança e a integridade da vítima, bem como a responsabilização do agressor”. A confidencialidade em processos de violência doméstica é fundamental para evitar retaliações e garantir o avanço das investigações.
“Que a justiça seja feita por Débora, por seu filho e por todas as mulheres. Nenhuma violência contra mulher será silenciada”, conclui o documento divulgado pela defesa, reforçando o compromisso com o combate ao machismo institucional e à cultura de impunidade que muitas vezes cerca casos de abuso.
O portal LeoDias tentou contato com Débora Barreto da Silva, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem. O espaço permanece aberto e será atualizado em caso de resposta. Por sua vez, a equipe de Tonzão Chagas negou a versão apresentada pela influenciadora, afirmando que não houve agressão física e que o episódio se configura como algo isolado, aguardando-se agora o desfecho das apurações policiais.


