O que era para ser uma das provas mais impactantes do BBB26 acabou virando um pesadelo nos bastidores da Globo. A dinâmica do Quarto Branco, que terminou de forma dramática com o desmaio de Rafaella após cerca de 120 horas de resistência, foi na verdade uma solução improvisada pelas equipes de produção às vésperas da estreia do programa. Fontes afirmam que o formato sofria de indefinição e acabou gerando um cenário de caos operacional pouco antes de entrar no ar.
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Em apuração exclusiva, descobriu-se que a ideia do Quarto Branco não constava nos planos iniciais do reality. A decisão de criar essa disputa foi tomada apenas três dias antes da estreia da temporada. Até então, havia apenas uma estrutura que lembrava um laboratório, sem função clara. A intenção original era usar esse espaço como uma etapa adicional de punição para quem optasse por sair do Quarto Branco, mas o formato foi alterado em cima da hora, deixando a produção sem diretrizes sobre o destino de quem não apertasse o botão.
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Para agravar a situação, os participantes demonstraram uma resistência inesperada, suportando longos períodos sem banho e sem alimentação adequada em um ambiente quase insalubre. Essa reação prolongou demais a dinâmica, e a equipe não tinha clareza de como acioná-la ou encerrá-la. Até a véspera da decisão, nenhum protocolo claro havia sido definido, mesmo após reuniões emergenciais realizadas para tentar estabelecer um fim para a prova.
Com o prazo se esgotando e a necessidade de concluir a disputa naquele sábado, a produção recorreu a uma medida extrema: instalou cinco caixotes onde os confinados ficaram em pé, sem poder sentar, deitar ou praticar qualquer atividade. Segundo relatos internos, a decisão foi tomada em clima de desespero, com o objetivo de aumentar o desconforto até que alguém desistisse, permitindo assim o encerramento definitivo da dinâmica.
Essa parte mais cruel, que obrigava os participantes a ficarem imóveis sobre plataformas sem estímulos, não fazia parte do desenho original. Foi uma saída emergencial criada de última hora porque a equipe não enxergava outra maneira de concluir a prova. Internamente, havia grande preocupação com os efeitos psicológicos e físicos dessa estratégia de choque, receio que se confirmou quando Rafaella desmaiou.
A participante resistiu por aproximadamente 120 horas, até perder a consciência e cair da plataforma. Dummies a retiraram rapidamente ainda desacordada, e a direção comunicou aos demais confinados que ela receberia atendimento médico imediato. Em consequência, os quatro competidores restantes foram automaticamente classificados para a casa principal. Além disso, a ação comercial — que previa o pagamento de R$ 50 mil para quem apertasse o botão — também acabou sendo fechada de última hora, enquanto a dinâmica já estava em curso.
Nos bastidores, a avaliação geral é de que o Quarto Branco foi idealizado sem o planejamento necessário para lidar com os riscos físicos e mentais envolvidos. A pressa em criar um momento impactante sobrepujou a organização interna, transformando o que deveria gerar apenas tensão de jogo em um problema real de produção. O caso de Rafaella deixou claro que, desta vez, não foram apenas os participantes que chegaram ao limite: o próprio Big Brother Brasil se viu pressionado e quase não suportou a própria dinâmica improvisada.


