A Audi apresentou, nesta terça-feira (20/1), em Berlim, o carro que marcará sua estreia oficial na Fórmula 1 em 2026 com Gabriel Bortoleto e Nico Hülkenberg como pilotos titulares. O anúncio simboliza o ingresso da montadora alemã no grid como equipe de fábrica, seguindo o novo regulamento da FIA e contando com o expertise de Mattia Binotto e Jonathan Wheatley no comando do projeto. Essa iniciativa resgata elementos técnicos e estratégias desenvolvidas em eras de sucesso, como a que consagrou Michael Schumacher e as dominâncias alcançadas por Sebastian Vettel e Max Verstappen, ao mesmo tempo em que reforça o compromisso da Audi com inovações sustentáveis e avançadas na categoria.
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Embora a base operacional da antiga equipe suíça tenha sido mantida, o projeto da Audi surge agora com identidade própria e foco em planejamento de médio e longo prazo. A nova estrutura combina engenharia de ponta e gestão alinhada às diretrizes da FIA para tornar a Fórmula 1 mais sustentável. Esse movimento ocorre em momento de profundas mudanças técnicas na categoria, que adota unidades de potência híbridas com divisão equilibrada entre motor elétrico e motor a combustão, ampliando os desafios de competitividade e inovação.
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No centro das atenções está o brasileiro Gabriel Bortoleto, que vive sua segunda temporada na Fórmula 1 e assume pela primeira vez a titularidade em uma equipe oficial de fábrica. Ao lado de Nico Hülkenberg, o jovem piloto de 20 anos buscará consolidar resultados expressivos e somar pontos ainda na fase de adaptação ao novo carro. A combinação de experiência e juventude na dupla deverá ser explorada pela Audi para acelerar o desenvolvimento técnico ao longo de 2026.
O modelo apresentado já incorpora integralmente o novo regulamento técnico previsto para 2026, com unidade de potência híbrida capaz de gerar 50% da energia por meio do sistema elétrico e os outros 50% por um motor a combustão movido a combustível 100% renovável. Trata-se de uma exigência estabelecida pela FIA com o objetivo de reduzir a pegada de carbono da categoria e aproximar as soluções desenvolvidas na pista das tecnologias aplicadas em veículos de rua.
Para liderar essa transição, a Audi reuniu um time de dirigentes experientes. Mattia Binotto, ex-chefe da Ferrari, traz seu conhecimento na engenharia de motores e na gestão de equipes de ponta, tendo trabalhado durante anos com desenvolvimentos que estiveram no centro da era Michael Schumacher. Junto dele, o ex-diretor esportivo da Red Bull, Jonathan Wheatley, soma oito títulos mundiais de pilotos conquistados por Sebastian Vettel e Max Verstappen, reforçando a ambição do projeto de atingir a excelência competitiva desde o início.
A avaliação do desempenho do novo carro só ocorrerá em pista, com o primeiro teste competitivo marcado para o treino classificatório do Grande Prêmio da Austrália, em março. A Audi fará assim sua estreia oficial em corridas na Fórmula 1, após o evento de apresentação em Berlim. Nas semanas seguintes, outras equipes de fábrica também revelarão seus modelos: a Mercedes no dia 22 de janeiro, seguida pela Ferrari e pela Alpine em 23 de janeiro, completando o calendário de lançamentos antes do início da pré-temporada.


