O presidente da França, Emmanuel Macron, surpreendeu ao discursar no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, usando óculos escuros durante toda a apresentação. O acessório acabou ofuscando até mesmo as críticas indiretas feitas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em meio às recentes tensões envolvendo a Groenlândia. A escolha do traje acabou chamando mais atenção do que o conteúdo político de seu discurso, mas também reforçou a postura firme de Macron em relação a temas globais.
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De acordo com o Palácio do Eliseu, Emmanuel Macron recorreu aos óculos escuros para disfarçar um sangramento em um vaso do olho direito, que deixou a região avermelhada. O governo francês ressaltou que se trata de uma condição benigna, sem riscos à saúde do presidente, e que nada comprometeu sua capacidade de participar normalmente das sessões e debates no encontro global.
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O Fórum Econômico Mundial de Davos é um encontro anual promovido para debater temas econômicos, sociais e ambientais de alcance global. Realizado nos Alpes Suíços, o evento reúne líderes de governos, empresas, organizações não governamentais e especialistas para discutir políticas públicas e estratégias de cooperação internacional. Em 2026, o debate centrou-se em desafios como a geopolítica, as mudanças climáticas e as desigualdades econômicas, pautas nas quais a postura de Emmanuel Macron costuma ter grande influência.
Apesar do visual atípico, Emmanuel Macron manteve um tom crítico ao tratar de política internacional. Em referência indireta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o chefe do Executivo francês afirmou que “não é momento para imperialismos e colonialismos” e defendeu que a União Europeia não se submeta à “lei do mais forte”. O mandatário também mencionou que, embora considere a situação “estarrecedora”, o bloco europeu avalia o uso de seu “instrumento anticoerção” contra os Estados Unidos, seu aliado histórico.
Durante o evento, o presidente francês reafirmou seus posicionamentos ao proferir: “Preferimos o respeito aos valentões. Preferimos a ciência às teorias da conspiração e preferimos o Estado de Direito à brutalidade”. Essas palavras reforçam a visão de Emmanuel Macron sobre a importância de valores democráticos e respeito às instituições, bem como sua crítica ao uso de força ou coerção nos relacionamentos internacionais.
A atenção aos óculos escuros só intensificou a curiosidade sobre as recentes disputas diplomáticas entre a França, os Estados Unidos e a questão da Groenlândia. Em 2019, Donald Trump chegou a manifestar interesse em adquirir a ilha — um território autônomo da Dinamarca — gerando desconforto em Paris e em Copenhague. Desde então, as conversas sobre soberania, recursos naturais e estratégia geopolítica na região polar têm sido retomadas em fóruns como o de Davos, onde Emmanuel Macron aproveitou para reafirmar o papel ativo da União Europeia em resistir a pressões externas.


