A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu barrar a circulação da tirzepatida comercializada sob as marcas Synedica e TG, além de vetar a retatrutida de qualquer fabricante, suspendendo a produção, importação, venda, distribuição, divulgação e utilização desses produtos em todo o território nacional. Nas redes sociais, as substâncias ficaram conhecidas como as chamadas “canetas emagrecedoras do Paraguai”, expressão que remete à origem não oficial dessas injeções e ao risco de fabricação e armazenamento fora dos padrões exigidos pela agência reguladora.
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De acordo com o órgão regulador, os medicamentos vinham sendo oferecidos ao público sem autorização oficial, pois não possuem registro junto à Anvisa. Mesmo assim, empresas utilizaram perfis em plataformas digitais para promover e negociar as canetas associadas às duas marcas, alegando benefícios rápidos no controle de peso e disseminando informações que não foram avaliadas quanto à segurança e eficácia pelo órgão competente.
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A resolução, publicada nesta quarta-feira (21/1) no Diário Oficial da União, estabelece a apreensão imediata de todos os lotes das canetas em todo o território nacional e proíbe qualquer atividade relacionada a eles. A norma determina que tanto pessoas físicas quanto jurídicas estão vetadas de fabricar, anunciar, comercializar, distribuir ou divulgar os produtos, sob pena de sanções administrativas e multas, além de responsabilização civil e criminal.
A decisão da Anvisa também inclui a retatrutida, substância pertencente à classe dos agonistas do receptor de peptide-1 semelhante ao glucagon (GLP-1), assim como a tirzepatida. Esses medicamentos são amplamente estudados para controle de peso e diabetes, pois atuam promovendo sensação de saciedade e melhoria no metabolismo da glicose. A retatrutida, em especial, tem recebido atenção internacional devido ao potencial de emagrecimento ainda maior apontado em estudos clínicos iniciais.
Apesar do interesse, a retatrutida segue em fase experimental e ainda não foi liberada para comercialização. Por esse motivo, não existe fornecimento regular do produto por empresas responsáveis pelo desenvolvimento da substância. A falta de registro impede a realização de ações de garantia de qualidade, rastreabilidade e controle de estoque sob a supervisão da agência.
Dessa forma, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alerta que as canetas anunciadas como contendo retatrutida não oferecem qualquer garantia quanto à segurança, eficácia ou qualidade, representando riscos à saúde dos consumidores. O uso de produtos não registrados pode resultar em dosagens equivocadas, contaminação por agentes biológicos ou químicos e outras complicações, reforçando a importância de buscar tratamentos autorizados e acompanhados por profissionais de saúde.


