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Ulisses Gabriel detalha cronologia do Caso Orelha em entrevista de Patrícia Calderón

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Em entrevista exclusiva para o portal LeoDias, a jornalista Patrícia Calderón conversou com o Delegado-Geral da Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC), Ulisses Gabriel, para reconstruir a sequência de eventos do Caso Orelha, investigação que apura a morte de um cão comunitário na região da Grande Florianópolis. Ulisses Gabriel, que também acompanha o chamado caso Caramelo, detalhou as etapas do trabalho policial, apresentou as principais provas reunidas até o momento e explicou como a apuração avançou desde o início das diligências.

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De acordo com Ulisses Gabriel, o adolescente apontado como autor acessou o condomínio na data de 4 de abril, informação confirmada por imagens capturadas por sistema de reconhecimento facial. O delegado revelou que o ataque ao cão comunitário ocorreu pouco depois, por volta das 5 horas da manhã do dia 5, mas que, aproximadamente uma hora antes, às 4h, o jovem já havia deixado o local acompanhado de uma mulher de 19 anos. Embora o menor tenha inicialmente negado essa saída, o confronto com as gravações de câmeras fixas e móveis confirmou sua circulação próxima às casinhas onde o animal vivia.

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Ulisses Gabriel explicou que as roupas usadas pelo adolescente — um moletom e um boné — foram apreendidas como parte das provas materiais. A polícia observou uma tentativa de ocultação dos itens pela própria família, mas localizou as peças nas malas do rapaz após seu retorno de viagem aos Estados Unidos, onde esteve em um parque temático da Disney. A correta identificação desses objetos e a manutenção da cadeia de custódia são fundamentais para assegurar que o material seja aceito em juízo e para evitar contaminações ou questionamentos técnicos na fase de instrução do processo.

A mulher que acompanhava o jovem na madrugada em questão foi convocada para depor e afirmou não ter presenciado diretamente a agressão ao cão, mas disse ter ouvido comentários de que o garoto seria o responsável pelo crime. Segundo Ulisses Gabriel, a mãe dela corroborou o relato da filha, afirmando que a jovem ouviu do próprio adolescente a confissão de que teria praticado a violência. A linha de investigação adotada é a de que ambos estavam juntos naquele período, mas somente o menor concretizou a agressão contra o animal.

No decorrer do depoimento, o adolescente apresentou versões contraditórias: inicialmente garantiu não ter deixado o condomínio, mas, quando confrontado com as imagens de vídeo, mudou sua versão. A Polícia Civil conseguiu relacionar o suspeito às gravações exatamente pelas semelhanças entre as roupas apreendidas e as registradas nas câmeras. Também surgiram divergências sobre a procedência dessas peças, com o jovem e sua mãe oferecendo explicações distintas, o que reforça a necessidade de confrontar depoimentos com provas físicas e digitais.

O delegado-geral Ulisses Gabriel acrescentou que, naquela mesma madrugada, o adolescente foi identificado em um furto cometido em um quiosque dentro do condomínio, ofendeu verbalmente um guarda e seguiu em direção à praia por uma área sem cobertura de câmeras, passando por um trecho de vegetação. Essa rota, segundo a apuração, corresponde ao ponto exato em que o crime contra o cão Orelha teria ocorrido, conforme o mapeamento do local, coleta de possíveis vestígios de DNA e comparação de trajetos.

Por fim, Ulisses Gabriel reforçou que o Caso Orelha não se confunde com outros atos de vandalismo atribuídos a jovens no âmbito do chamado caso Caramelo, que tramita em inquérito separado. Ele afirmou que não há nenhum indício de participação daqueles adolescentes na morte do cachorro comunitário. A investigação encontra-se em fase final, com a autoria formalmente indicada, todos os elementos organizados e prontos para a conclusão do inquérito, antes do envio dos autos ao Ministério Público para eventual denúncia e oferecimento de medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente.

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