Juliane Vieira marcou seu retorno público depois de receber alta médica em janeiro, após quase três meses internada por causa de um incêndio em Cascavel, no oeste do Paraná. A advogada, que sofreu queimaduras em cerca de 63% do corpo ao salvar uma família presa em um apartamento, participou de uma prévia da entrevista que concederá ao Fantástico, programa da TV Globo, e que será exibida no próximo domingo (8/2).
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Em trecho divulgado pelo Fantástico, Juliane Vieira afirma que pretende relatar cada passo do dia em que tudo aconteceu. “Eu vou explicar como tudo aconteceu e como eu consegui sobreviver a essa tragédia”, declarou ela. Perguntada sobre seu estado de saúde no momento, a advogada respondeu de forma objetiva: “Tô bem”.
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Juliane Vieira deixou o Hospital Universitário de Londrina, unidade vinculada à Universidade Estadual de Londrina e referência no atendimento a vítimas de queimaduras, no início de janeiro. Desde então, ela segue um protocolo de recuperação domiciliar, que inclui curativos, sessões de fisioterapia e consultas médicas regulares. Para custear parte dessas despesas — que não são totalmente cobertas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) —, amigos e familiares mantêm uma campanha de arrecadação.
A mobilização para arrecadar recursos é coordenada por Alanna Koerich, amiga próxima de Juliane Vieira, que usou suas redes sociais para explicar a urgência do auxílio. Segundo Alanna Koerich, a advogada ainda não consegue gravar vídeos para fazer pedidos de ajuda diretamente, e muitas ofertas iniciais de suporte acabaram não sendo reenviadas. “Quando aconteceu o incêndio, recebi muitas mensagens de pessoas de várias áreas da saúde oferecendo ajuda, mas essas mensagens foram se perdendo”, lembrou.
“Agora que ela está em casa, precisa continuar o tratamento. Então, quem se colocou à disposição, por favor, mande mensagem de novo”, completou Alanna Koerich. A amiga enfatiza que Juliane Vieira demanda principalmente acompanhamento com fisioterapeuta para recuperar a mobilidade e com psicólogo para lidar com o trauma, além de suporte financeiro para procedimentos e insumos que o SUS não cobre integralmente. “Muitas coisas ela consegue pelo SUS, mas muitas outras ela precisa arcar com os custos”, explicou.
Parte dos recursos já arrecadados foi destinada à adaptação do imóvel onde Juliane Vieira mora. “A gente teve que mobiliar tudo, e não são móveis comuns. Foi preciso comprar muitas coisas adaptadas para receber a Juliane”, contou Alanna Koerich. Além de móveis adaptados, a campanha também arrecada pomadas específicas para queimaduras, roupas com tecidos adequados e materiais que não agravem o processo de cicatrização. “Ela não pode dormir com qualquer lençol, precisa de roupa própria, medicamentos e de toda uma atenção contínua”, completou.
O incidente ocorreu em 15 de outubro de 2025, em um apartamento no 13º andar de um edifício em Cascavel. Vídeos amadores compartilhados na época mostram Juliane Vieira pendurada em um suporte de ar-condicionado, a fim de resgatar familiares. Após conseguir retirar a mãe, Sueli, e o primo, Pietro, do local em chamas, a advogada foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros.
Sueli sofreu queimaduras no rosto e nas pernas e inalou fumaça, resultando em lesões nas vias respiratórias; ela ficou internada por 11 dias no Hospital São Lucas, em Cascavel. Já Pietro teve queimaduras nas pernas e nas mãos e precisou ser transferido para um hospital em Curitiba, permanecendo 16 dias internado antes de receber alta no fim de outubro.












