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Ela tinha só 2 meses quando foi atacada com ácido pelo próprio pai, que a rejeitou por não ser um menino

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Anmol Rodriguez tinha apenas dois meses de vida quando foi atacada com ácido pelo próprio pai, que, segundo o relato, ficou revoltado por ela não ter nascido menino. A mãe, que a segurava no colo, morreu após o ataque, e o pai foi preso. Criada em um orfanato, ela hoje, aos 25 anos, é influenciadora digital e modelo.

Rodriguez afirma que passou a infância no orfanato, ambiente que descreve como o único lugar onde se sentiu protegida. “Eu nunca percebi que era diferente até ser lançada no mundo real. Só tenho lembranças felizes do meu orfanato. Eu tinha quatro amigas muito próximas e nunca pensei que seria tratada de forma diferente delas”, relembra.

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Ao ingressar na SNDT Women’s University, em Mumbai, ela relata que passou a enfrentar olhares e cochichos durante o trajeto até o campus. A frustração por não conseguir viver a rotina universitária como os colegas contribuiu para um quadro de depressão, que a levou a abandonar o curso. Posteriormente, passou a estudar em casa com o apoio de uma tutora. “Minha tutora realmente me ajudou a enxergar a luz. Ela não apenas me ensinou a focar em mim mesma e nos meus objetivos, mas também me ajudou a concluir a universidade e encontrar um emprego”, afirma.

Dois meses após começar a trabalhar como desenvolvedora de software, Rodriguez foi demitida: “Um dia, fui informada de que não precisava mais comparecer ao trabalho. Eles nem me disseram o motivo. Só quando perguntei alguns dias depois é que me disseram que meu rosto estava causando desconforto aos meus colegas”.

A partir desse episódio, decidiu usar as redes sociais para assumir o controle da própria narrativa. “Eu fui a primeira sobrevivente de ataque com ácido a compartilhar fotos de mim mesma nas redes sociais. Na época, o Facebook era a ferramenta mais popular. Meus amigos não acharam que fosse uma boa ideia no começo. Eles achavam que as pessoas iriam me atacar. Mas o que eu recebi foi apreciação e respostas positivas”, disse.

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Segundo ela, a visibilidade abriu portas para trabalhos com marcas e estilistas, além de convites para desfiles e campanhas. Rodriguez afirma que costuma publicar conteúdos sem filtros. “Eu posto principalmente conteúdo sem filtros porque quero romper com a ideia de que é preciso mostrar apenas a versão mais refinada ou embelezada de si mesma nas redes sociais. Não é como se eu não recebesse críticas. As pessoas me atacam e fazem comentários negativos. Mas eu sempre tenho em mente que é um espaço virtual, então nunca levo nada para o lado pessoal”, contou.

“Eu só testemunhei dois tipos de atitudes da sociedade, simpatia ou indiferença. Quero transformar isso em empatia, aceitação e compaixão. Quero que as pessoas vejam, se identifiquem e entendam o quanto uma tragédia pode mudar tudo. A sobrevivente já está lutando para aceitar sua identidade redefinida, e não deveria ter que lutar também para conquistar a aceitação da sociedade”, finalizou.

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