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Lucélia (Daphne Bozaski) confessa assassinato dos pais e choca Bagdá (Xamá) em Três Graças

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A vilania de Lucélia, interpretada por Daphne Bozaski em Três Graças, atinge um patamar sinistro quando ela admite a Bagdá, vivido por Xamá, ter sido autora da morte dos próprios pais. Esse momento perturbador surge de forma inesperada num confronto íntimo entre os dois personagens, e deixa o chefe do tráfico verdadeiramente abismado com a frieza da parceira.

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A cena acontece no QG de Bagdá, durante um diálogo dentro de uma banheira, em que Lucélia, fria e calculista, procura persuadir o aliado a seguir junto no mundo do crime. Em tom tranquilo e sem demonstrar emoção, ela solta a revelação que muda o rumo da conversa: “Eu também fiz a vontade dos meus pais. Eles viviam com saudade dos meus avós, então… Dei um jeito, e ajudei os dois a se encontrarem com eles”.

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Após o silêncio, Bagdá demora alguns instantes para assimilar a confissão. Ele expressa incredulidade e horror: “Isso que você falou… Você tá dizendo que matou os seus pais!?”. Quando Lucélia confirma o ato, ele tenta racionalizar o absurdo, afirmando que, embora mate inimigos, nunca eliminaria os próprios pais, pois esse laço é sagrado.

Mesmo diante do espanto de Bagdá, Lucélia não demonstra arrependimento. Ela diminui o crime, justificando que os pais estavam doentes e que apenas os empurrou para acelerar um desfecho que, segundo ela, ocorreria de qualquer forma. A personagem revela ambição e uma visão fria de sacrificá-los em prol de uma vida melhor.

A trama avança quando Lucélia expõe o real motivo do assassinato: interesses financeiros. Ela admite ter matado os pais para, depois, se juntar aos tios endinheirados e garantir parte da herança. Ao ouvir isso, Bagdá, até então visto como parceiro sombrio, reconhece que Lucélia ultrapassou qualquer limite, descrevendo-a como alguém pior do que ele e rompe a aliança.

Ao longo dos capítulos anteriores, Três Graças tem explorado a dinâmica complexa entre Lucélia e Bagdá, mostrando como a lealdade e a ambição se misturam. Inicialmente, a parceria se estabeleceu em ações criminosas que consolidaram o poder de ambos, mas agora o segredo de Lucélia escancara fissuras que podem desmoronar toda a estrutura de dominação que construíram.

Esse momento marca uma virada drástica em Três Graças, pois até então a vilã era apenas manipuladora e ambiciosa. Com a revelação, fica claro que Lucélia não reconhece barreiras éticas, isolando-se ainda mais no submundo criminoso. A novela, ambientada em um universo de intrigas e poder, reforça que cruzar limites morais pode levar a consequências irreversíveis, e levanta a dúvida de quando, e não se, a personagem irá enfrentar seu destino.

A cena também reflete características comuns às tramas de suspense, em que a revelação de um passado sombrio abala alianças e redefine estratégias. Em Três Graças, os roteiristas alternam sequências de violência e diálogos estratégicos para manter o público na expectativa e mostrar como a ambição desmedida pode destruir até os vínculos mais profundos.

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