O Ministério da Saúde informou, nesta quinta-feira (26), que o Brasil registrou 90 casos de mpox nos dois primeiros meses de 2026. Desse total, 88 são casos confirmados e 2 são considerados prováveis. O estado de São Paulo concentra a grande maioria das notificações, com 63 ocorrências, seguido pelo Rio de Janeiro, com 15. Apesar do número, a predominância é de quadros leves ou moderados, sem mortes registradas no país neste ano.
Além do eixo Rio-São Paulo, a doença foi identificada em outros seis estados e no Distrito Federal. O cenário atual mostra uma tendência controlada quando comparada a 2025, que encerrou com 1.079 casos e dois óbitos. “O país segue com vigilância ativa e resposta estruturada para a mpox e reforça que o Sistema Único de Saúde (SUS) está preparado para a identificação precoce”, afirmou o Ministério da Saúde em nota oficial.
Segundo o painel do governo, a transmissão sexual continua sendo o principal vetor de disseminação. Os dados de 2026 revelam que “60% dos casos foram transmitidos por relações sexuais entre homens”, enquanto relações entre mulheres e entre homens e mulheres representam 7% cada. A Organização Mundial da Saúde (OMS) reforça que, além do contato sexual, o vírus pode ser transmitido pelo contato físico com feridas, materiais contaminados ou animais infectados.
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Os sintomas da mpox começam com febre, cansaço e dores musculares, mas o sinal mais característico são as erupções cutâneas.



