A skatista Rayssa Leal sofreu uma queda durante o treino livre do Campeonato Mundial de Skate, na noite desta terça-feira (3/3), em São Paulo. A atleta deixou a pista amparada por membros da organização e apresentou dificuldade ao caminhar, recusando o uso de cadeira de rodas oferecida pelos profissionais de apoio. Mesmo com dores aparentes, Rayssa Leal optou por seguir apoiada e não pareceu perder a compostura enquanto era retirada do local.
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A atividade integrava a programação do Mundial de Skate Park e Street, competição que prossegue até domingo (8/3) no Parque Cândido Portinari, na capital paulista. Considerado um dos principais eventos da cena internacional, o torneio reúne provas em pistas que simulam ambientes urbanos (Street) e estruturas com bowls e transições mais inclinadas (Park), avaliadas por painéis de juízes que analisam técnica, criatividade e dificuldade das manobras.
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Com 18 anos recém-completados, Rayssa Leal integra a delegação brasileira que conta com 34 representantes: 19 competidores na disputa de Park e 15 na prova de Street. Essa estrutura reflete a divisão oficial adotada pela federação internacional, em que cada modalidade valoriza habilidades distintas — no Park, o foco recai sobre fluidez em obstáculos verticais, enquanto no Street prevalecem saltos sobre corrimões, escadas e manobras de solo.
O campeonato também marca o encerramento do calendário de 2025 da World Skate, entidade responsável por regulamentar o skate a nível global e organizar o circuito classificatório. Inicialmente agendado para setembro do ano passado em Boston, nos Estados Unidos, o Mundial foi cancelado naquele país e posteriormente remarcado em São Paulo, mantendo sua relevância na corrida por vagas aos Jogos Olímpicos de Paris 2024 e delineando o ranking oficial dos atletas.
Horas antes do incidente, Rayssa Leal havia publicado um vídeo em suas redes sociais comentando a decisão de competir sem capacete após completar 18 anos. Na mensagem, ela explicou: “Gente, o aviso que eu queria dar é: fiz 18 anos, eu não tenho, eu não preciso usar mais capacete. Eu não vou usar capacete esse campeonato. Porém, coloquem os filhos de vocês para usar, tá bom? É importante para segurança, tá bem? E é isso. Um grande beijo, que eu não vou alongar mais não”.
De acordo com as normas internacionais, competidores maiores de idade podem escolher não usar capacete em etapas classificatórias, embora a recomendação médica e técnica seja a manutenção desse equipamento. O capacete protege a região craniana contra impactos e quedas em altas velocidades, e seu uso contínuo em treinos e competições é considerado uma prática de segurança fundamental por treinadores e organizações esportivas.
Conhecida como Fadinha do Skate, Rayssa Leal despontou ainda na adolescência e se firmou como uma das principais atletas brasileiras na modalidade. Ela disputa o Mundial como parte do processo de classificação para grandes eventos internacionais, mas até o momento não há informe oficial sobre a gravidade da lesão ou eventual afastamento das próximas etapas da competição.



