Paolla Oliveira utilizou suas redes sociais neste domingo (8/3), Dia Internacional da Mulher, para clamar pelo fim da violência contra meninas e mulheres. Em publicação sensível, a atriz ressaltou a urgência de justiça para tantas vítimas e alertou sobre práticas e comportamentos cotidianos que acabam por aceitar ou encobrir abusos. Ela lembrou que casos recentes chocaram pelo grau de brutalidade e cobrou mobilização social e governamental para interromper esse ciclo.
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Em seu texto, Paolla Oliveira relembró três episódios recentes que marcaram o Brasil: uma mulher arrastada debaixo de um carro; uma garota apunhalada 15 vezes no rosto por simplesmente dizer “não”; e uma mãe que, 18 vezes em frente às câmeras, implorou por justiça sem ser ouvida. Ela enfatizou que, mesmo após denúncias e pedidos de proteção, muitas mulheres continuam sem apoio, vivem com medo em casa e acabam sendo vítimas fatais, enquanto a sociedade se surpreende diante de resultados que já deveriam ter sido previstos.
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O Dia Internacional da Mulher, celebrado anualmente em 8 de março desde o início do século 20, surgiu como marco de lutas por igualdade de direitos, melhores condições de trabalho e proteção contra abusos. No Brasil, a Lei Maria da Penha, em vigor desde 2006, foi um avanço importante no combate à violência doméstica, criando mecanismos jurídicos e sociais de acolhimento. Ainda assim, segundo dados oficiais, em média quatro mulheres morrem a cada dia vítimas de feminicídio no país. O Ligue 180, canal gratuito mantido pela Secretaria de Políticas para Mulheres, está disponível para denúncias e orientações emergenciais.
Paolla Oliveira apontou como responsável pela formação desses agressores um conjunto de condutas aparentemente inofensivas, que acabam por ensinar o machismo e o abuso. Ela citou piadas estúpidas que minimizam o sofrimento, toques não consentidos que viram casualidade, amigos que reforçam atitudes impróprias com risadas, silêncio de quem presencia o crime, ausência de diálogo escolar sobre respeito e empresas que ignoram antecedentes de agressão. Esse cenário, segundo ela, normaliza a violência e livra o agressor de qualquer compromisso com a vida e a dignidade da mulher.
A atriz ainda destacou que não basta responsabilizar apenas o indivíduo, pois o sistema jurídico e social se estrutura na mesma cultura patriarcal que alimenta o agressor. “É o sistema que julga, criado pela mesma cultura que produziu esse homem que viola e mata. Ele é fruto de tudo que a sociedade já normalizou”, afirmou. Ao chamar atenção para essa cumplicidade silenciosa, Paolla Oliveira reforça a necessidade de mudanças profundas no modo como as relações de gênero são construídas desde a infância.
Em outro trecho, Paolla Oliveira expressou o desejo de que a violência contra a mulher deixe de ser notícia constante e de que a sociedade não se acostume a compartilhar tragédias. “Nenhuma de nós escolheu viver esse medo, aprendemos apenas a sobreviver nele. Enquanto lutamos, quatro mulheres por dia não conseguem”, lamentou, lembrando a realidade trágica que persiste no Brasil.
Para concluir, a atriz enfatizou na legenda de sua postagem: “Se fôssemos respeitadas, 8 de março não existiria. Enquanto tentamos sobreviver a tantas coisas terríveis, todos os dias quatro de nós simplesmente não conseguem”.



