Do time que encantou o continente, venceu o PSG no Mundial de Clubes e parecia ter encontrado um caminho definitivo rumo à elite global, restou pouco na Arena Condá. Nesta quinta-feira (14/5), o Botafogo perdeu por 2 a 0 para a Chapecoense e se despediu da Copa do Brasil em meio a um clima de pressão crescente, instabilidade esportiva e desgaste interno na SAF liderada por John Textor.
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O contraste chama atenção pela rapidez com que o cenário se transformou. Em 2024, o Botafogo conquistou a Libertadores e o Campeonato Brasileiro, encerrou jejuns históricos e virou símbolo do avanço das SAFs no futebol brasileiro. Poucos meses depois, no entanto, o clube acumula instabilidade esportiva, crises internas e atuações bem diferentes do time intenso e dominante que marcou a última temporada. A eliminação para a Chapecoense aumentou ainda mais essa sensação.
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Queda em Santa Catarina
O Botafogo começou o jogo controlando a posse de bola e criando as primeiras chances, principalmente com Júnior Santos. Até os 19 minutos, a Chapecoense quase não havia atacado. No primeiro lance perigoso, porém, Marcinho fez o primeiro gol após jogada de Ênio pelo meio.
O gol mudou completamente o panorama da partida. A Chapecoense passou a encontrar mais espaço e cresceu no jogo, enquanto o Botafogo demonstrou dificuldade para reagir emocionalmente. Ainda no primeiro tempo, Arthur Cabral acertou a trave na melhor oportunidade alvinegra. No último lance antes do intervalo, Bolasie marcou de cabeça e deixou os catarinenses em vantagem confortável no placar agregado.
No segundo tempo, o time carioca teve mais posse de bola, pressionou nos minutos finais e fez muitos cruzamentos para a área, mas voltou a mostrar dificuldades no ataque e pouca criatividade. O goleiro Anderson fez defesas importantes nos acréscimos antes de Joaquín Correa e Kadir perderem chances claras praticamente dentro da pequena área. A Chapecoense ainda teve um terceiro gol anulado antes do apito final, que confirmou a vaga dos catarinenses.
Da euforia à turbulência
A eliminação ocorre em um momento delicado da SAF de John Textor. Nos últimos meses, o Botafogo passou a lidar com questionamentos sobre o modelo multiclubes da Eagle Football, disputas judiciais e problemas financeiros ligados ao Lyon. O clube francês chegou a divulgar, em relatório oficial, valores milionários relacionados ao Botafogo e apontou dificuldades envolvendo garantias assinadas por Textor em operações do grupo.
Dentro de campo, o clube também perdeu parte da regularidade que construiu na temporada passada. A equipe trocou jogadores importantes, alternou momentos de instabilidade e ainda não conseguiu repetir o desempenho dominante que levou às conquistas de 2024.
O cenário fica ainda mais curioso ao ser comparado ao contexto internacional. Menos de um ano atrás, o Botafogo venceu o PSG no Mundial de Clubes em uma das vitórias mais marcantes de sua história recente. Agora, enquanto o clube francês chega novamente à final da Champions League como favorito ao bicampeonato europeu, o time carioca é eliminado por uma Chapecoense que atualmente disputa a Série B do Campeonato Brasileiro e busca reconstruir sua estabilidade esportiva após anos de dificuldades financeiras, mudanças estruturais e oscilações no cenário nacional.
Entre a crise e a Copa
Mesmo com o momento turbulento, o volante Danilo continua sendo um dos poucos destaques individuais do time. O jogador segue sendo observado de perto pela comissão de Carlo Ancelotti e aparece como candidato a uma vaga na lista final da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026.
Agora fora da Copa do Brasil, o Botafogo tenta reorganizar a temporada nas disputas do Campeonato Brasileiro e da Copa Sul-Americana. O próximo jogo será contra o Corinthians, no Nilton Santos, antes da viagem para enfrentar o Independiente Petrolero pela competição continental.



