Os três instrutores detidos pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, após ela ser lançada sem corda da Ponte do Esqueleto, em Limeira, interior de São Paulo, durante uma atividade de rope jump, foram transferidos para uma unidade prisional em Guarulhos na manhã desta terça-feira (17/6). Eles respondem por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de causar a morte.
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Até então, eles estavam presos no Centro de Detenção Provisória (CDP) Nelson Furlan, em Piracicaba, mas agora passaram a cumprir pena no Centro de Detenção Provisória II de Guarulhos. Conforme informou a Secretaria de Administração Penitenciária, a transferência foi realizada por questões administrativas.
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Perfis dos investigados
Os três suspeitos aparecem em imagens feitas no momento do acidente, quando Maria Eduarda é levantada e arremessada da estrutura usada para o salto. Os detidos são Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos, Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32, e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27.
Informações levantadas apontam que cada um deles atuava em segmentos profissionais diferentes. Luis Felipe trabalha como bombeiro civil, conforme divulgado pela Polícia Militar. Já Vitor de Freitas teve como último emprego registrado em carteira a função de operador turístico. Ele é natural de Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, mas residia em São Paulo.
Entre os três, apenas Maicon possui empresa registrada em seu nome. Documentos consultados pela reportagem mostram que ele é responsável por um negócio voltado para pós-produção cinematográfica.
Entenda o acidente
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas morreu ao ser arremessada sem corda de uma altura aproximada de 40 metros durante um salto de rope jump na chamada Ponte do Esqueleto, em Limeira, interior de São Paulo.
Vídeos divulgados nas redes sociais registram o momento em que três instrutores levam a jovem até a beira da ponte e realizam o lançamento. Logo após a queda, pessoas que acompanhavam a atividade perceberam que a vítima não estava presa ao equipamento de segurança.
Um amigo de Maria Eduarda, que presenciou todo o ocorrido, ficou bastante abalado emocionalmente e precisou de atendimento médico em um hospital.
Os três homens que aparecem nas imagens foram presos e autuados por homicídio com dolo eventual. Depois, a Justiça manteve a prisão dos investigados ao converter o flagrante em prisão preventiva.


