Enquanto a Associação do Futebol Argentino acompanha a Seleção Argentina de Futebol durante a Copa do Mundo, a entidade passou a ser alvo de uma investigação realizada pelo FBI e por promotores federais dos Estados Unidos. De acordo com o jornal La Nación, as autoridades analisam movimentações financeiras feitas através do sistema bancário americano para apurar possíveis crimes, como lavagem de dinheiro e fraude.
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A investigação busca rastrear o caminho de centenas de milhões de dólares movimentados pela AFA em contas nos Estados Unidos e determinar se parte dessas operações infringiu leis do país.
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No centro da apuração está a empresa TourProdEnter LLC, vinculada ao produtor teatral Javier Faroni e à empresária Erica Gillette. Segundo documentos bancários obtidos pelo La Nación, a empresa gerenciou contratos comerciais internacionais da AFA, incluindo acordos com Adidas e Warner, e movimentou pelo menos US$ 260 milhões por meio de contas em cinco bancos americanos: Citibank, Synovus, Bank of America, JP Morgan e PNC Bank.
De acordo com as autoridades, apenas parte desse valor possui despesas operacionais identificadas. Além disso, outros US$ 57 milhões teriam sido enviados para diferentes empresas, cujas origens e destinos ainda estão sob análise dos investigadores.
Caso ganhou força neste ano
Segundo a reportagem argentina, a investigação avançou ao longo de 2025 e atualmente está sob responsabilidade dos promotores federais Patrick Gushue, Christopher Ting e Michael Berger, do Distrito Sul da Flórida, especialistas em crimes financeiros.
Um dos principais depoimentos reunidos no processo é do empresário Guillermo Tofoni, responsável pela denúncia que originou o caso e crítico da estrutura financeira utilizada pela AFA nos Estados Unidos. Ainda segundo o La Nación, o Departamento de Justiça dos EUA também avalia ouvir ex-integrantes do governo do presidente Javier Milei.
Investigação começou após alerta enviado em 2024
A apuração teve início a partir de um comunicado enviado às autoridades americanas em setembro de 2024 pelo então Ministério da Segurança da Argentina, comandado por Patricia Bullrich. Na época, o FBI considerou que não havia elementos suficientes para abrir um inquérito criminal.
O cenário mudou no começo de 2026, quando novas denúncias e documentos bancários aumentaram as suspeitas sobre as operações financeiras da entidade.
Enquanto isso, o presidente da AFA, Claudio ‘Chiqui’ Tapia, acompanha a campanha da Argentina na Copa do Mundo. Segundo o La Nación, ele recebeu autorização da Justiça argentina para viajar ao Mundial após pagar fiança em outro processo no qual é investigado em seu país por suposta retenção indevida de contribuições previdenciárias e impostos.
Até agora, nem a AFA nem Claudio Tapia se manifestaram oficialmente sobre a investigação conduzida pelas autoridades americanas. A apuração segue em fase preliminar e, até o momento, não há denúncia formal ou acusação criminal apresentada contra a entidade ou seus dirigentes.


