O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) negou a concessão de visto a dois oficiais do governo dos Estados Unidos que planejavam viajar ao Brasil para uma missão relacionada ao sistema eleitoral, às vésperas da eleição presidencial. As informações foram divulgadas pelo Metrópoles.
De acordo com a publicação, o pedido de entrada no país foi apresentado ao Consulado do Brasil em Washington no último dia 20. A comitiva seria formada por Riley M. Barnes, secretário de Estado adjunto para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho (DRL) do Departamento de Estado dos Estados Unidos, e Samuel D. Samson, subsecretário adjunto do mesmo órgão.
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Ainda segundo o Metrópoles, os representantes do governo norte-americano informaram que pretendiam se reunir com o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), além de autoridades eleitorais brasileiras, para tratar de temas ligados à liberdade de expressão e às eleições previstas para outubro.
A reportagem afirma que a decisão do governo brasileiro ocorreu após avaliar que a visita poderia representar uma tentativa de influenciar o processo eleitoral no país. Por esse motivo, o Ministério das Relações Exteriores optou por negar a entrada da delegação.
Conforme noticiado pelo jornal The Washington Post, a missão dos enviados da gestão do presidente Donald Trump teria como objetivo lançar dúvidas sobre o sistema eleitoral brasileiro.
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A visita também chamou a atenção das autoridades brasileiras por ocorrer logo após declarações de Flávio Bolsonaro questionando a confiabilidade das urnas eletrônicas. Em reunião com embaixadores realizada na última terça-feira (21), o senador afirmou que os equipamentos utilizados no Brasil teriam a mesma origem das urnas produzidas pela empresa venezuelana Smartmatic, supostamente ligada a um esquema de fraude nas eleições da Venezuela em 2012.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), essa informação é falsa.


