De acordo com informações divulgadas pela Gazeta do Povo, a dívida pública federal alcançou R$ 9,268 trilhões em junho, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional. O estoque avançou 2,61% em relação ao mês anterior, impulsionado principalmente pela emissão de novos títulos públicos e pela incorporação de juros à dívida.
Ainda segundo o jornal, o aumento ocorreu após a emissão de R$ 143,35 bilhões em novos títulos e da incorporação de R$ 85,16 bilhões em juros. Com isso, o custo médio da dívida passou de 12,31% para 12,68% ao ano.
Segundo o Tesouro Nacional, a alta também foi influenciada pelo cenário internacional, especialmente pelas expectativas em torno da política monetária dos Estados Unidos e pela postura do Federal Reserve (Fed), fatores que aumentaram a percepção de risco nos mercados financeiros.
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O levantamento mostra ainda que os títulos atrelados à taxa Selic passaram a representar 49,3% de toda a dívida pública federal, indicando maior procura dos investidores por aplicações vinculadas aos juros básicos da economia.
Enquanto isso, integrantes do governo discutem possíveis alterações no arcabouço fiscal. Entre as propostas em análise estão a redução do limite de crescimento anual das despesas de 2,5% para 1,5% e a criação de novos mecanismos para conter o avanço dos gastos obrigatórios.
Apesar do crescimento da dívida, a economia brasileira também registrou expansão. O Produto Interno Bruto (PIB) alcançou R$ 12,7 trilhões em 2025, com crescimento de 2,3% no período.
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O Fundo Monetário Internacional (FMI) tem defendido que países com elevado nível de endividamento adotem políticas fiscais capazes de estabilizar as contas públicas. Em relatório recente, o organismo afirmou que manter uma consolidação fiscal crível é essencial para colocar a dívida em trajetória de queda, fortalecer a confiança dos investidores e preservar a estabilidade macroeconômica.
Segundo o FMI, o aumento persistente da dívida tende a elevar os gastos com juros, reduzindo o espaço para investimentos públicos e tornando mais desafiador o equilíbrio das contas do governo


