Tirullipa abriu o coração ao comentar sobre o incêndio que atingiu o “Circo do Tirú” em maio, na Arena das Dunas, em Natal (RN). Em entrevista à repórter Letícia Campos, do portal LeoDias, o humorista relatou que a tragédia foi uma grande perda, principalmente por interromper a fonte de renda de mais de 100 famílias que dependiam do espetáculo.
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Desde o incêndio, uma imagem ficou marcada na memória de Tirullipa: a dos funcionários emocionados após o ocorrido. Apesar do impacto, ele também encontrou força em quem decidiu permanecer ao seu lado e continuar acreditando. “Quem tinha que ir embora foi, mas quem ficou, ficou mesmo acreditando, sabe?”, recordou.
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O humorista também contou que alguns membros da equipe escolheram continuar mesmo sem poder receber normalmente naquele período: “Pessoas que até abriram mão aí do salário, de grana, porque, de fato, a gente não tinha como tá arcando, tá pagando todo mundo, porque a gente ficou sem nada, né?”, relatou.
Segundo Tirullipa, a decisão de ficar partiu dos próprios colaboradores, que tiveram liberdade para escolher se queriam continuar ou deixar o projeto: “Então, quando a gente parou ali, a gente falou: ‘E agora? Vocês quiserem ir embora’. E a galera: ‘Não, a gente tá aqui, a gente tá junto com você, vamos junto’. E isso também nos fortificou”, disse, agradecendo o apoio recebido.
A situação ficou ainda mais difícil quando Tirullipa pensou no impacto que a paralisação do espetáculo teria na vida de tantas pessoas: “Imagina aí 100 famílias, né? 100 famílias dependendo desse sustento. A gente já tava aí há quase um ano, né? O sustento das pessoas era através do espetáculo”, explicou.
Em seguida, Tirullipa lembrou que o projeto vivia seu auge antes do incêndio: “Sem espetáculo, como é que a gente ia conseguir manter todo esse povo, esse povo parado? E aí tava no melhor momento, na melhor fase da nossa vida, né? A gente tava no melhor momento possível, tava voando, se apresentando em todo canto”, desabafou.
Com a interrupção repentina, Tirullipa contou que foi preciso buscar uma forma de não deixar a equipe desamparada. “A fonte de renda de todo mundo parou, né? Secou. De onde vinha, secou. E aí a gente teve que realmente arregaçar as mangas e dizer: ‘Não vamos deixar esse pessoal parado. Muita gente precisa da gente’”, afirmou.
Mais do que uma fonte de renda, Tirullipa vê o circo como um projeto capaz de impactar também quem está na plateia. Por isso, ao falar sobre a reconstrução, destacou o propósito que o motivou a criar a atração: “Quantas famílias a gente alegrou? Quantas famílias a gente transformou, transformadas quando entrou nesse espetáculo?”, concluiu.


