A classificação do Santos para as quartas de final da Copa do Brasil gerou grande indignação nos bastidores do Estádio Mangueirão. Depois da vitória apertada por 1 a 0 e da provocação de Neymar na zona mista, quando o camisa 10 gritou “eliminado” para a delegação adversária, o presidente do Remo, Antônio Carlos Teixeira, conhecido como Tonhão, resolveu se manifestar e fez duras críticas ao craque santista.
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Em entrevista ao portal Sporty Net logo após o fim do jogo, o dirigente não escondeu sua insatisfação com o que presenciou nos corredores do estádio. Em tom firme, Tonhão classificou a atitude do jogador como inaceitável e cobrou respeito à história do clube e ao estado do Pará, afirmando que não aceitaria provocações calado.
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“Eu saio revoltado com a arbitragem, revoltado com esse marginal que joga no Santos, pela atitude que ele teve na saída do jogo. Ele tem que respeitar aqui, o que é o Clube do Remo, aqui o estado do Pará, e aqui tem gente com dignidade e suficiente para encarar um porr* desse, de homem pra homem”, afirmou o presidente.
O dirigente continuou o desabafo ressaltando que a postura debochada de Neymar atingiu diretamente os profissionais envolvidos na partida. Aproveitou para cobrar mais ética, lembrando da experiência internacional do atacante: “Então, ele teve uma falta de respeito muito grande com a nossa comissão técnica, com nossos jogadores, e isso não se admite. Um jogador com a experiência que ele tem, de fazer esse tipo de atitude”.
Fatores da revolta
A insatisfação da diretoria do Remo também foi aumentada pelos acontecimentos dentro de campo. O time paraense teve que lidar com a expulsão do zagueiro Marllon ainda no primeiro tempo, fato que gerou muitas reclamações contra a arbitragem.
Com um jogador a menos, a equipe acabou sofrendo o gol da eliminação na segunda etapa, marcado por Rony, após passe justamente de Neymar, que entrou no decorrer do jogo e acabou sendo o centro da confusão após o apito final.


