Jorge Horacio Messi, pai e agente de Lionel Messi, faleceu na noite desta sexta-feira (7/8), aos 68 anos, na Argentina. De acordo com veículos de imprensa do país, ele estava internado em um hospital na cidade de Rosário, que fica a cerca de 300km de Buenos Aires. Além do camisa 10, Jorge deixa a esposa, Celia Cuccittini, e os filhos Rodrigo, Matías e María Sol.
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A causa da morte do pai do jogador não foi informada, mas era de conhecimento público que ele enfrentava um “delicado quadro de saúde”. A situação veio à tona durante a Copa do Mundo. Na estreia, em junho, Messi chorou ao marcar um dos três gols na vitória contra a Argélia. Ao sair de campo, o craque afirmou apenas que a emoção estava relacionada a questões pessoais.
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“A verdade é que é algo totalmente fora do futebol. Passei por dias difíceis e complicados, mas agradeço a toda a delegação, a todos os meus companheiros, porque sempre estiveram comigo, me dando muita força para superar isso, e é só isso”, declarou Messi em 16 de junho.
Dois dias depois, a família de Lionel Messi publicou uma nota oficial sobre o estado de saúde de Jorge e confirmou a internação, ressaltando que ele estava “se recuperando e evoluindo favoravelmente”. O comunicado também demonstrou insatisfação com a falta de privacidade e os rumores que surgiram nos dias anteriores. Na ocasião, a jornalista Florencia Peña chegou a noticiar erroneamente a morte dele ao vivo durante o programa “El Show del Verano”, na TV argentina. Em seguida, ela foi afastada da atração.
Jorge foi fundamental na trajetória profissional do camisa 10, atuando não só como pai, mas também como representante. Ele foi o responsável por negociar a ida do filho ao Barcelona e acompanhou Lionel nos primeiros anos na Espanha, enquanto o restante da família ficou em Rosário, na Argentina. “Desde pequeno, sempre busquei a aprovação do meu pai. Depois de cada jogo, eu perguntava o que ele achava da minha atuação”, revelou Messi em uma entrevista anterior.
O Newell’s Old Boys, clube onde Messi começou sua carreira ainda na infância, lamentou a morte de Jorge: “Foi o pilar e a pessoa que, junto de sua esposa, Celia Cuccittini, sustentou, com visão, rigor e carinho, a carreira do maior jogador de todos os tempos. Sua presença constante e liderança nos bastidores foram essenciais para apoiar cada passo de Lionel, do começo até a glória máxima do futebol mundial”. O clube hasteou a bandeira a meio mastro na manhã deste sábado (8/8).


