Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, tornou-se alvo de três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF), conduzidos a partir de investigações da Polícia Federal que apuram suspeitas relacionadas a tráfico de influência e possíveis irregularidades em negócios com órgãos do governo. Em um cenário de eventual condenação pelos crimes investigados, a soma das penas máximas pode ultrapassar 35 anos de prisão.
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Uma das investigações busca esclarecer se Lulinha teria atuado para facilitar negócios relacionados à comercialização de medicamentos à base de cannabis junto ao Ministério da Saúde. A apuração envolve o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. A defesa confirmou que o filho do presidente Lula viajou a Portugal com despesas pagas por Antunes para conhecer um empreendimento do setor, mas afirmou que o negócio não avançou e que o empresário não recebeu dinheiro pela iniciativa.
Outra frente investiga uma possível atuação de Lulinha em favor de empresários interessados em contratos com a Dataprev e outros órgãos federais. O nome do empresário apareceu em mensagens, documentos e depoimentos obtidos pela Polícia Federal durante as investigações relacionadas às fraudes no INSS.
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O terceiro inquérito foi autorizado pelo ministro Flávio Dino e apura suspeitas de tráfico de influência envolvendo negócios de uma empresa de tecnologia com órgãos do governo federal. Segundo a investigação, a PF pretende verificar se Lulinha teria utilizado sua influência para facilitar o acesso da empresa a áreas da administração pública.
A abertura do inquérito, porém, não significa que as suspeitas tenham sido comprovadas até o momento.


