Marcelo Freixo afirmou que Ronnie Lessa, condenado pelo assassinato de Marielle Franco, revelou durante seu julgamento que o objetivo inicial era matá-lo. Em entrevista a Caio Barbieri, do programa “Política em Minutos”, uma parceria entre PlatôBR e LeoDias TV, Freixo também associou o crime à sua trajetória política no combate às milícias e ao crime organizado no Rio de Janeiro.
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“O responsável pela morte da Marielle, o Ronnie Lessa, durante seu julgamento, na primeira frase que disse foi: ‘Era para matar o Marcelo Freixo’, mas não conseguiu. Além disso, ele é covarde. Depois, ele cogitou matar outras pessoas e, por fim, chegou até a Marielle. Portanto, o preço é muito alto, mas é o preço que você tem que pagar”, declarou.
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Questionado se o assassinato de Marielle tinha relação com sua atuação na CPI das Milícias, Freixo explicou que entende que o crime está ligado a uma série de fatores relacionados à atuação política de ambos.
“Um conjunto de coisas. A Marielle era uma pessoa muito forte, trabalhou comigo por 10 anos, fez parte da minha equipe de 2006 a 2016. Ela só deixou a equipe para se candidatar a vereadora em 2016, quando fui candidato a prefeito e ela a vereadora. Ela foi eleita e eu fui para o segundo turno. Ou seja, ela teve pouco mais de um ano como vereadora. Eu acredito que é um conjunto de fatores. A Marielle representava um campo político. Ela representava um grupo político do qual eu faço parte.”
Segundo Freixo, Marielle não representava apenas um grupo político, mas também uma postura de enfrentamento às organizações criminosas. “Aquilo foi um recado para ela, pela força e importância que tinha, mas também para tudo aquilo que ela simbolizava. O Ronnie Lessa fala isso abertamente em seu julgamento. Agora, o julgamento dele coloca o Rio de Janeiro no banco dos réus. Onde estava esse Rio de Janeiro enquanto se formava um escritório do crime, enquanto a milícia e o tráfico dominavam tantos territórios? Por isso, enfrentei esses grupos.”
Por fim, Freixo afirmou que considera o combate ao crime organizado um compromisso necessário, mesmo diante dos riscos. “Enfrentei o crime organizado, paguei o preço, mas acredito que esse é o preço que precisamos pagar para salvar o Rio de Janeiro.”


