O jornalista Carlos Monforte faleceu nesta segunda-feira (31/8), aos 77 anos, em Brasília. Familiares e pessoas próximas ao comunicador confirmaram a morte à Globo. Até o momento, ainda não foram divulgadas informações sobre a causa da morte, o velório ou o sepultamento.
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Reconhecido principalmente por seu trabalho à frente de telejornais da emissora, Monforte construiu uma carreira marcada pela cobertura política e entrevistas com figuras importantes da vida pública brasileira. Um dos momentos de maior destaque de sua trajetória foi no “Bom Dia Brasil”, programa em que atuou como editor-chefe e apresentador durante nove anos.
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Carlos Américo Aguiar Monforte nasceu em uma família composta pelo funcionário público Américo Monforte e pela dona de casa Elizabeth Monforte. Ele cursou Jornalismo na Faculdade de Comunicação de Santos e se formou em 1972, já tendo iniciado sua carreira profissional antes de concluir a graduação.
Seus primeiros trabalhos na imprensa foram no jornal A Tribuna, de Santos. Depois, atuou em O Estado de S. Paulo, onde trabalhou como repórter especial entre 1973 e 1978. Nesse período, também fez cursos de aperfeiçoamento no exterior, passando pela Universidade de Navarra, na Espanha, e pela Fundação Beauve Marie, na França.
A entrada de Monforte na Globo aconteceu em 1978. Inicialmente, foi contratado como repórter local em São Paulo, mas logo passou a participar de produções de alcance nacional, realizando reportagens para programas como “Jornal Nacional” e “Fantástico”. Em 1982, a carreira de Monforte ganhou novo rumo quando ele assumiu a editoria de política do “Jornal da Globo”. Ainda naquele ano, passou a ser editor e apresentador do “Bom Dia São Paulo”.
Em janeiro de 1983, com a estreia do “Bom Dia Brasil”, mudou-se para Brasília para participar da implantação do telejornal. Além de apresentador, tornou-se editor-chefe do programa, que no início era bastante focado em política e economia.
No comando do programa até 1992, Monforte também teve papel fundamental na popularização de um modelo em que o apresentador tinha participação editorial mais ativa no telejornal. Além de apresentar as notícias, fazia entrevistas e participava das decisões sobre a organização do noticiário.
Em 1992, Monforte saiu temporariamente da Globo para estruturar o departamento de comunicação da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Dois anos depois, retornou à emissora, em Brasília.
A partir de 1998, ampliou sua atuação na televisão por assinatura ao integrar o “Espaço Aberto”, da GloboNews. No final do ano 2000, assumiu a coordenação do canal de notícias em Brasília e também apresentou o “Jornal das Dez”.
Após décadas dedicadas ao Grupo Globo, Carlos Monforte encerrou sua trajetória na empresa em 2016. Depois de deixar a televisão, continuou envolvido na área de comunicação, dedicando-se a palestras e estudos sobre jornalismo e o mercado de mídia no Brasil.


