Aos 84 anos, Paul McCartney relembrou o impacto do término dos Beatles e comparou o fim do grupo à sensação de perder o próprio emprego. Em conversa com o diretor Judd Apatow, publicada pela Variety, o músico contou que ficou sem saber qual seria seu próximo passo após deixar a banda.
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“O que você faz depois dos Beatles? Os Beatles acabam, esse foi o único trabalho que você teve e, de repente, você não tem mais. É como se tivesse sido demitido”, declarou.
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A separação ocorreu em 1970, após anos de sucesso mundial. De acordo com McCartney, o período seguinte foi marcado por solidão e consumo excessivo de álcool. Na época, ele estava na Escócia junto com Linda McCartney e a família recém-formada.
“Passei a beber. Estava sozinho na Escócia, com uma pequena família que acabara de formar. Ninguém iria me chamar a atenção por beber demais… e foi muito divertido até deixar de ser”, relatou.
O artista também contou que precisou buscar uma nova forma de trabalhar depois do fim dos Beatles. A possibilidade de repetir a fórmula da antiga banda chegou a passar por sua cabeça, mas ele optou por seguir um caminho diferente.
“Foi muito assustador, pois sempre tive o apoio do grupo. Mas então precisei descobrir como faria isso e tornar diferente. Esse era o segredo. Porque pensei: ‘eu poderia compor algumas músicas no estilo dos Beatles e chamar pessoas para imitá-las. Seríamos como uma banda cover dos Beatles.’… Mas tocar músicas dos Beatles, isso eu não faria”, afirmou.
Durante esse processo, Linda McCartney teve papel essencial ao lado do músico. Ela esteve ao seu lado no período de adaptação após o fim da banda e deu espaço para que ele enfrentasse a separação e encontrasse uma nova direção artística. Linda faleceu em 1998, aos 56 anos.
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