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Maestro Roberto Tibiriçá morre aos 72 anos em São Paulo após lutar contra câncer

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O maestro Roberto Tibiriçá faleceu aos 72 anos na madrugada deste sábado (3/10), em São Paulo. Ele estava internado na capital paulista devido a um câncer que tratava há cerca de dois anos. O falecimento foi comunicado neste sábado e encerra uma trajetória de mais de quarenta anos dedicados à música de concerto. Desde 2022, Tibiriçá ocupava o cargo de regente titular e diretor musical da Orquestra Sinfônica do Paraná (OSP).

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O velório será aberto ao público e acontecerá no Theatro Municipal de São Paulo. Neste sábado, a cerimônia ocorre das 18h às 22h, no Salão Nobre. No domingo (4/10), a despedida segue das 8h às 12h, no palco da Sala de Espetáculos. O sepultamento está previsto para as 13h, no Cemitério São Paulo, localizado na zona oeste da capital paulista.

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Nascido em São Paulo, Tibiriçá teve contato com a música ainda na infância. Começou a estudar piano aos oito anos de idade, tendo aulas com Dinorah de Carvalho, Antonio Bezzan e Gilberto Tinetti. Também teve contato com a pianista Guiomar Novaes e, mais tarde, estudou regência com Eleazar de Carvalho, com quem trabalhou durante 18 anos na Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp).

Sua carreira como regente ganhou destaque internacional ainda nos anos 1980. Entre 1984 e 1985, Tibiriçá atuou como regente assistente no Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa. No Brasil, esteve à frente de algumas das principais orquestras sinfônicas do país. Em 1994, assumiu a direção artística da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB) e, depois, tornou-se regente titular. Também comandou as orquestras sinfônicas de Campinas, São Bernardo do Campo e Minas Gerais, além da Petrobras Sinfônica.

Outro momento marcante de sua trajetória aconteceu no Instituto Baccarelli, onde atuou a partir dos anos 2000. Tibiriçá contribuiu para a consolidação da Orquestra Sinfônica Heliópolis e para projetos voltados à formação musical de jovens. O maestro também fundou, no final dos anos 1980, a Orquestra Nova Filarmonia, em São Paulo, e participou de iniciativas como o Projeto Aquarius. Em 1997, regeu a missa campal celebrada pelo papa João Paulo II no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro, que reuniu cerca de 2 milhões de pessoas.

Na década de 2010, Tibiriçá esteve à frente da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais entre 2010 e 2013. Em 2022, assumiu a direção musical e a regência titular da Orquestra Sinfônica do Paraná. Sua última apresentação foi em 16 de julho deste ano, em Londrina (PR), à frente da OSP, durante o projeto Guaíra para Todos.

Tibiriçá também fez parte de instituições ligadas à música de concerto. Em 2003, assumiu a cadeira nº 5 da Academia Brasileira de Música e, desde 2018, era membro honorário da Academia Nacional de Música. Durante sua carreira, foi agraciado com prêmios como o Prêmio Carlos Gomes, o Prêmio APCA e a Ordem do Ipiranga.

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