
Alejandro Mancuso, ex-volante da seleção argentina, é acusado de intermediar venda de diplomas falsos da ATFA (Foto: Instagram)
Alejandro Mancuso, ex-jogador do Flamengo e Palmeiras, enfrenta acusações de vender diplomas falsos da Associação de Técnicos de Futebol Argentino (ATFA) para estrelas do futebol brasileiro. Esses documentos prometiam licenças de treinador sem a necessidade de completar a formação exigida.
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Mancuso, de 58 anos, atuou como volante e teve passagens por equipes renomadas da América do Sul, incluindo a seleção argentina. Ele iniciou sua carreira no Ferro Carril e se destacou no Vélez Sarsfield entre 1989 e 1993.
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Durante sua passagem pelo Vélez, Mancuso conquistou o Torneio Clausura do Campeonato Argentino em 1993 e, no mesmo ano, integrou a seleção argentina campeã da Copa América. Ele também jogou pelo Boca Juniors antes de se transferir para o Palmeiras em 1995 e, no ano seguinte, para o Flamengo, onde venceu o Campeonato Carioca de 1996 de forma invicta.
Mancuso também jogou pelo Independiente, na Argentina, CD Badajoz, na Espanha, Santa Cruz, no Brasil, e encerrou sua carreira no Bella Vista, no Uruguai, em 2000. Durante sua passagem pelo futebol brasileiro, foi considerado um dos atletas mais agressivos por seus colegas.
Um grupo de ex-estrelas do futebol brasileiro adquiriu diplomas falsos de treinador, que prometiam licenças da ATFA sem a necessidade de cumprir os cursos exigidos. Entre os envolvidos estão Thiago Silva, Luiz Gustavo, Diego Lugano, Roberto Carlos, Felipe Melo, Alex de Souza, Dejan Petkovic, Paulinho (ex-Corinthians) e Paolo Guerrero.
Segundo a investigação, Mancuso oferecia um "trâmite urgente" aos jogadores. A jornalista Joanna de Assis, do Uol, revelou o caso, que incluiu áudios, mensagens e documentos relacionados ao esquema.
Os jogadores pagavam cerca de R$ 100 mil por quatro licenças de treinador (C, B, A e PRO), que eram enviadas pelo correio em poucos dias. Mancuso alegava ter um acordo com dirigentes da ATFA para facilitar a emissão dos certificados, apresentando-se como "diretor internacional da ATFA". No entanto, a ATFA afirma que não autorizou tais procedimentos e que os documentos entregues eram falsos.
O caso chegou à Justiça argentina, e em 2025, a polícia realizou buscas na sede da ATFA para investigar a emissão irregular de diplomas. Contudo, a entidade afirma que não foram encontrados documentos que comprovassem irregularidades.
Mancuso nega ter vendido licenças falsas ou recebido dinheiro dos jogadores, afirmando que apenas orientava atletas sobre a formação argentina. Ele também nega qualquer vínculo com a ATFA, dizendo ser apenas um comentarista de rádio. Confrontado com os áudios e relatos de jogadores que afirmam ter recebido diplomas após pagamentos, Mancuso nega as negociações e afirma que os atletas deveriam tratar diretamente com a federação.


