
Vista da Neo Química Arena, cenário das negociações entre Corinthians e Caixa para a quitação da dívida (Foto: Instagram)
O Corinthians e a Caixa Econômica Federal deram um passo à frente nas negociações para resolver a dívida de R$ 630 milhões relacionada à construção da Neo Química Arena. Na sexta-feira, 16 de outubro, representantes de ambas as instituições se reuniram para discutir soluções financeiras que permitam ao clube quitar o débito.
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A reunião contou com a presença do presidente do Corinthians, Osmar Stabile, diretores do clube, membros da torcida organizada Gaviões da Fiel e o ministro Guilherme Boulos. Durante o encontro, as partes assinaram um termo de confidencialidade para manter sigilo sobre as informações discutidas.
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Em comunicado conjunto, Corinthians e Caixa confirmaram o progresso nas conversas, mas não divulgaram detalhes sobre as propostas. As negociações continuam sob os princípios de cooperação, responsabilidade legal e transparência.
Entre as alternativas sugeridas está a possibilidade de a Caixa assumir os naming rights da Neo Química Arena. Outra proposta envolve a criação de títulos de capitalização e ações ligadas ao Fiel Torcedor, programa de sócios do Corinthians.
A negociação inclui a participação de Osmar Stabile, do diretor jurídico Pedro Soares e do diretor cultural Rafael Castilho. A diretoria busca uma solução para encerrar a dívida do estádio, que representa mais de 20% do endividamento total do clube.
Os direitos de nome da arena atualmente pertencem à Hypera Pharma, com um contrato de 20 anos para a exploração comercial do nome do estádio.
Até agora, nenhuma das alternativas foi confirmada como aceita. O termo de confidencialidade impede a divulgação dos detalhes das conversas.
O financiamento do estádio começou em 2013, com um crédito de até R$ 400 milhões. A dívida passou por várias renegociações e ajustes nas condições de pagamento.
Uma campanha chamada "Doe Arena", lançada pela Gaviões da Fiel em novembro de 2024, buscou ajudar o clube a quitar o débito. A vaquinha arrecadou R$ 41.420.844,19, cerca de 5,92% da meta, e foi encerrada em 31 de dezembro de 2025.
Com as novas negociações com a Caixa, o Corinthians busca avançar na resolução de uma das principais pendências financeiras relacionadas à sua arena.


