Andreas Pereira, hoje jogador do Palmeiras, reencontra o Flamengo em uma final de Libertadores marcada por memórias dolorosas. Em 2021, vestindo a camisa rubro-negra, o meia escorregou em um lance decisivo na prorrogação que resultou no gol de Deyverson e garantiu o título ao Verdão. O erro se tornou símbolo de frustração para os flamenguistas e perseguiu Andreas por anos.
Após o episódio, o jogador enfrentou forte pressão, chegando a precisar de escolta para evitar agressões. Apesar do apoio de parte da torcida — como uma placa no Maracanã com os dizeres “Andreas, está tudo bem” —, o estigma permaneceu. Sua passagem pelo Flamengo terminou sem a compra definitiva junto ao Manchester United, decisão influenciada por nomes como Luiz Eduardo Baptista, atual presidente do clube.
No Fulham, Andreas reconstruiu sua carreira. Ganhou espaço, foi convocado para a Seleção Brasileira e marcou gols importantes, inclusive contra México e Peru. Em agosto de 2025, retornou ao Brasil para defender o Palmeiras, clube que se beneficiou de seu erro anos antes. A contratação por 10 milhões de euros foi seguida de boas atuações, gols e assistências, consolidando-o como peça-chave no time de Abel Ferreira.
Mesmo assim, o reencontro com o Flamengo trouxe de volta os fantasmas. No Brasileirão, foi vaiado no Maracanã e escorregou novamente em uma cobrança de falta, reacendendo as provocações. Agora, na final em Lima, Andreas enfrenta o clube que marcou sua carreira com um erro e pode, ironicamente, ser decisivo mais uma vez — agora, a favor do Palmeiras.
A torcida rubro-negra levou máscaras e cartazes provocativos para o Peru, transformando a partida em um ajuste de contas emocional. Para Andreas, aos 29 anos, é a chance de ressignificar sua história. Não se trata de apagar o passado, mas de enfrentar, no mesmo palco continental, a narrativa que um dia o condenou. E talvez, desta vez, seja ele quem defina o desfecho.


