Sonia Moura, mãe de Eliza Samudio, publicou um desabafo na noite de terça-feira (06/01) após a notícia de que o passaporte da filha teria sido achado em Portugal. Ela afirmou que a divulgação reacendeu as feridas de um luto que nunca terminou e revelou viver um momento de profunda dor e exaustão emocional.
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Em sua mensagem, Sonia criticou a imprensa por tratar o caso sem sensibilidade, ética ou responsabilidade, ignorando a necessidade de investigar a fundo e de oferecer uma cobertura honesta e verdadeira.
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Ela ressaltou que a exposição pública agrava o sofrimento da família e lamentou ter de repetir constantemente que a filha está morta, algo que, segundo ela, “nenhuma mãe deveria dizer todos os dias”. A saudade, explicou, aperta o peito e não dá trégua.
Sonia ainda criticou o uso recorrente da imagem de Eliza como instrumento para gerar audiência, dinheiro e fama, afirmando que cada nova manchete desnecessária reabre a ferida, amplia o vazio e transforma a saudade em revolta.
A mãe de Eliza apontou inconsistências na narrativa oficial, dizendo não acreditar em acaso e apontando lacunas, coincidências e perguntas sem respostas que aprofundam a angústia de um luto permanente.
Por fim, ela declarou que, apesar de optar pelo silêncio para tentar preservar alguma paz, continuará exigindo das autoridades todas as explicações pendentes, pois sua filha merece respeito, verdade e justiça.
O Consulado-Geral do Brasil em Lisboa informou que o passaporte foi localizado em 2 de janeiro. Arlie Moura, irmão de Eliza, disse à CNN Brasil confiar na autenticidade do documento.


