A veterana Letícia Spiller retorna ao horário das sete na Globo interpretando Janete em “Coração Acelerado”, novela que estreia na próxima segunda-feira (12/1) e mistura música sertaneja, drama familiar e uma mensagem contundente contra o machismo. Em entrevista ao portal LeoDias, a atriz destacou que sua personagem não se encaixa no perfil de mocinha tradicional.
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Para Letícia, o papel representa um presente em sua carreira devido à construção emocional de Janete: “Ela é uma heroína com muita vulnerabilidade e camadas, não apenas uma protagonista romântica. Tem um passado sombrio que precisa revisitar para que possa ser feliz”, explicou a atriz.
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A história foca na relação entre três gerações de mulheres: Cecília (a avó), Janete (a mãe) e Agrado (personagem de Isadora Cruz), mostrando como o machismo na sociedade brasileira tentou silenciar essas mulheres ao longo dos anos.
Como protagonista, Janete terá a missão de realizar desejos que Cecília e a mãe não puderam alcançar por causa do preconceito. “Tanto a Cecília quanto a Janete sofreram muito com esse machismo e descredibilidade. É uma história de ancestralidade feminina”, ressaltou a atriz.
O enredo explora o universo sertanejo, gênero que faz parte da memória afetiva de Letícia desde a infância, com referências a Chitãozinho & Xororó e Leandro & Leonardo. Ela celebrou o espaço conquistado pelas mulheres no estilo, citando Marília Mendonça [1995–2021] e Paula Fernandes como referências.
Além do novo projeto, Letícia não escondeu o orgulho do filho, Pedro Novaes, que atualmente brilha no horário nobre. “Estou babando, muito orgulhosa do filhão, vendo que ele trilha um caminho bacana. Acredito que esses jovens do século 21 vêm para melhorar o mundo”, concluiu, agradecendo os elogios à educação e simpatia do rapaz.


