Após décadas de negociações e impasses, o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia deu um passo decisivo na manhã desta sexta-feira (9/1), quando uma reunião de embaixadores em Bruxelas aprovou provisoriamente os termos pactuados pela maioria dos 27 países do bloco.
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O avanço contornou a resistência liderada por França e Irlanda, que tentaram barrar a proposta sob pressão de seus setores agrícolas. Com o aval diplomático, o caminho para a formalização do pacto está livre, e a expectativa é de confirmação oficial ainda hoje.
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Se o cronograma for mantido, Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, desembarcará no Paraguai na próxima segunda-feira (12/1) para assinar o documento. Nos últimos meses, a França liderou a oposição por temores de produtores rurais sobre a competitividade agrícola europeia.
Por outro lado, a pressão de setores industriais por novos mercados para bens de consumo e tecnologia prevaleceu. Para o Brasil, o tratado representa um marco estratégico, com projeções de acesso a cerca de 451 milhões de pessoas, estímulo ao agronegócio e fortalecimento do Mercosul.


