Meghan Markle voltou a ser alvo de polêmica envolvendo a família real britânica nesta semana, após o lançamento de um novo livro de Tom Bower, autor e biógrafo da realeza. Na obra, ele afirma que a duquesa de Sussex teria incentivado a ideia de ocupar o posto que, pela linha de sucessão, pertence a Kate Middleton ao lado do príncipe William.
++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático
A reação dos duques de Sussex foi imediata. Por meio de um porta-voz, Harry e Meghan criticaram duramente o conteúdo do livro e chamaram as afirmações de “delirantes”. Na nota, o casal ainda acusa Bower de ultrapassar os limites da crítica e de transformar especulações em fatos públicos.
++ Jovem mata o padrasto para defender a mãe e o inesperado acontece
Com o título “Betrayal: Power, Deceit and the Fight for the Future of the Royal Family” (“Traição: Poder, Engano e a briga pelo futuro da Família Real”, em tradução livre), o livro aborda as disputas internas da monarquia e tenta explicar o desgaste da relação entre os Sussex e o restante da instituição. Segundo o autor, Meghan nunca teria entendido de fato como funciona a lógica de sucessão ao trono e teria se decepcionado ao perceber que não ocuparia uma posição central na Coroa.
Em entrevistas para promover o livro, Bower afirmou que ouviu de fontes próximas à rainha Elizabeth II que Meghan achava que merecia um lugar mais importante dentro da família real. De acordo com essa versão, a ex-atriz se via com qualidades superiores às de Kate, tanto em imagem pública quanto em preparo e capacidade de trabalho.
Na realidade, porém, a ordem de sucessão sempre deixou Harry distante do topo. Atualmente, ele está atrás do irmão, príncipe William, e dos três filhos de William na linha do trono. Por isso, Kate é quem deve se tornar rainha consorte quando William assumir a monarquia, após Charles III.
O autor também afirma que o desconforto com essa estrutura teria sido um dos motivos para o afastamento do casal das funções oficiais da realeza. Harry e Meghan deixaram os compromissos institucionais em janeiro de 2020 e, desde então, moram na Califórnia com os filhos, Archie e Lilibet.
Ainda conforme Bower, Meghan teria ingressado na família real sem compreender completamente o funcionamento da instituição e sem aceitar o nível de obediência às regras e à hierarquia imposto pela monarquia britânica.
Por outro lado, a equipe dos Sussex rejeita totalmente essa interpretação. Em resposta pública, os representantes do casal disseram que o autor construiu sua carreira apostando em versões sensacionalistas sobre pessoas com quem nunca teve contato e sugeriram que leitores interessados em fatos busquem fontes mais confiáveis.



